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Política

Lula desafia Flávio a “apertar o botão” na 6×1 e crava aprovação no Senado

A uma semana do 2º turno, Lula transforma a votação da PEC no Senado em arma de campanha e tenta encurralar Flávio Bolsonaro diante das câmeras.

Lula desafia Flávio a "apertar o botão" na 6x1 e crava aprovação no Senado
Foto: Ricardo Stuckert/PR / CC BY 2.0 (Luiz Inácio Lula da Silva)

Em plena reta final do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu usar o plenário do Senado como palanque. Nesta segunda-feira (12), ele afirmou que a PEC que reduz a jornada semanal de trabalho, o fim da escala 6×1, será aprovada ainda esta semana pela maioria dos senadores. E mandou o recado ao adversário: Flávio Bolsonaro (PL), que também é senador, que diga se vota sim ou não.

O desafio lançado a Flávio

Lula voltou a cobrar publicamente o rival e foi direto. “Eu sei que a oposição está tentando protelar para depois das eleições porque, depois das eleições, eles vão ter coragem de votar contra. Eu quero ver se eles têm coragem de votar contra. Eu quero que o PL mostre se vai votar contra ou a favor. O Flávio, como senador, que se posicione, que ele aperte o botão de sim ou não”, declarou.

A fala não é só uma cobrança. É uma tentativa de empurrar o candidato da oposição para uma armadilha eleitoral: qualquer resposta de Flávio vira munição de campanha. Lula, aliás, já havia batido nessa tecla antes e agora reforça o discurso a poucos dias da votação.

Aprovação garantida? Só na palavra do presidente

O material de origem registra a previsão de Lula, mas não apresenta contagem de votos nem confirma que a maioria dos senadores já fechou posição. O presidente afirma que a PEC passa. Ainda assim, a promessa vem de quem tem interesse direto no resultado, justamente quando a eleição está em jogo.

O petista também acusa a oposição de querer empurrar a votação para depois das urnas. A acusação é dele, e o que está em disputa é o calendário: votar antes ou depois do dia da eleição.

PEC da Segurança entra na pauta

Lula ainda informou que a PEC da Segurança Pública deve começar a ser discutida na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (14), sob a condução do presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA).

Sobre o tema, repetiu o mote da campanha à reeleição: “Para o povo trabalhador e os territórios, a gente quer tranquilidade, paz e proteção. Agora, para os bandidos, a gente quer prisão”.

O que vem agora

As próximas horas dirão se a previsão de Lula se confirma no plenário e como Flávio e o PL vão reagir ao desafio. Até agora, o material não traz resposta do senador. A semana tem votação no Senado, debate na CCJ e uma campanha em ritmo acelerado.

Análise do Giro

Mudanças na jornada de trabalho mexem com o bolso de quem emprega e de quem trabalha, e merecem debate sério, com olhar para o impacto sobre empresas, empregos e custos, e não pressa de calendário eleitoral. Quando o presidente-candidato cobra voto no Senado a dias da eleição, o gesto tem mais cara de estratégia de campanha do que de preocupação com o trabalhador. Quem defende o livre mercado tem razão em exigir que uma pauta dessa dimensão seja decidida com responsabilidade e transparência, longe do cronômetro das urnas.

Com informações de Bacci Política.

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