Uma rua comum, a porta de casa e, em segundos, duas vidas perdidas. Dois primos morreram nesta quinta-feira (08), em Penha, no litoral norte de Santa Catarina, depois que um motociclista atingiu um parente que atravessava a via diante da própria residência. A tragédia aconteceu no bairro Santa Lídia e atingiu uma família que já estava de luto.
O que se sabe sobre o acidente
Segundo as informações divulgadas, João Batista Bento, de 51 anos, conduzia uma motocicleta quando atingiu Gonçalo Bento, de 68, que atravessava a rua em frente à própria casa. A Polícia Militar foi chamada por volta das 11h50.
Quando as equipes de resgate chegaram, não havia mais o que fazer. Os dois homens, moradores de Penha, apresentavam ferimentos graves e tiveram as mortes constatadas no local. A área foi isolada para os procedimentos de segurança e para o trabalho dos órgãos responsáveis pela apuração.
De acordo com o que foi informado sobre a ocorrência, o pedestre seguia pela lateral da via antes de iniciar a travessia. A dinâmica exata da colisão ainda precisa ser esclarecida.
Um luto sobre outro luto
A dor da família é dupla. Em relato divulgado nas redes sociais e reproduzido pelo ND Mais, uma sobrinha de Gonçalo contou que o tio havia perdido recentemente um filho, vítima de câncer. Poucos dias depois, a família enfrenta mais uma perda.
O apelo por uma lombada
A mesma sobrinha fez uma cobrança. Segundo ela, parentes já haviam pedido a instalação de uma lombada no trecho diante da casa. Ela disse ainda que tem receio de deixar a própria filha brincar na frente da residência, porque considera o local perigoso.
É preciso separar as coisas. O pedido por mais segurança levanta uma questão a ser considerada, mas não estabelece a causa do acidente. Os relatos disponíveis não permitem concluir qual era a velocidade da motocicleta nem atribuir responsabilidade pela colisão. Tudo isso deverá ser verificado pelas autoridades.
O que vem agora
A expectativa é que a apuração esclareça como a colisão aconteceu e em que condições. Também resta saber se o pedido da família por uma lombada ganhará resposta do poder público, o que ainda não foi informado.
Análise do Giro
Antes de qualquer conclusão, vale o respeito a duas famílias que perdem entes queridos em um intervalo tão curto. A investigação deve dizer o que houve, sem pressa em apontar culpados. Se a cobrança por segurança viária feita pela família procede, o poder público local tem o dever de ouvir quem vive no bairro e dar uma resposta clara. Proteger a vida de quem mora na rua é função básica do Estado, e esse cuidado vale para qualquer cidadão, de qualquer idade.
Com informações de Bacci Notícias.


