O governo Lula entrou na reta final do segundo turno com o termômetro da popularidade apontando para baixo. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira, 9, mostra que 53,4% dos brasileiros desaprovam a gestão do petista, enquanto 44,7% aprovam.
A curva que preocupa o Planalto
O movimento é o que mais chama atenção. Na comparação com o levantamento anterior, divulgado no sábado, 3, a aprovação do presidente recuou 2,1 pontos porcentuais. A desaprovação, no caminho inverso, subiu 0,9 ponto.
Ou seja: o saldo negativo para o governo cresceu justamente quando a campanha pelo voto decisivo esquenta.
Mais da metade vê a gestão como ruim ou péssima
A avaliação do governo também não traz alívio. Segundo o AtlasIntel, 51,9% dos entrevistados classificam a administração petista como ruim ou péssima. Outros 36,9% a consideram ótima ou boa, e 11,2% a veem como regular.
Em outras palavras, a fatia que reprova a gestão com nota baixa é maior que a soma de quem a elogia e de quem a considera apenas regular, uma diferença que pesa na disputa.
O pano de fundo: Lula x Flávio
Os números de popularidade chegam em meio à disputa mais acirrada do país. A mesma pesquisa mediu o segundo turno e apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52,8% dos votos válidos, contra 47,2% de Lula, diferença de 5,6 pontos porcentuais.
O segundo turno está marcado para 25 de outubro. Lula busca a reeleição, e os dois voltam às urnas porque nenhum alcançou mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, realizado no domingo, 4.
Como foi feita a pesquisa
O AtlasIntel ouviu 5.026 pessoas entre os dias 3 e 8 de outubro. A margem de erro é de um ponto porcentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03663/2026.
O que vem pela frente
Com pouco mais de duas semanas até a votação, a questão agora é se a campanha petista consegue reverter a tendência de queda na aprovação ou se a rejeição ao governo continuará pesando na escolha do eleitor. As próximas pesquisas dirão se o movimento é pontual ou o início de uma curva mais longa.
Análise do Giro
Aprovação em queda e rejeição acima da metade formam um cenário difícil para quem pede mais quatro anos de mandato. Os números sugerem que parte do eleitorado cobra resultados concretos, e não apenas discurso. Pesquisa, porém, é retrato do momento, não sentença: quem decide é o voto no dia 25.
Com informações de Revista Oeste.



