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Fox expõe rede de 50 grupos de esquerda por trás dos protestos de estudantes na França

Sindicatos, partidos comunistas e mídia internacional abraçaram a revolta nas escolas francesas, diz investigação da Fox News Digital. Veja quem está no mapa.

Fox expõe rede de 50 grupos de esquerda por trás dos protestos de estudantes na França
Foto: Zouhair NAKARA / CC BY-SA 4.0 (Fabien Roussel)

Os protestos de estudantes que incendeiam a França seriam mais do que uma briga por escolas melhores. Segundo uma investigação da Fox News Digital, uma rede internacional de organizações de extrema esquerda, comunistas e socialistas se agarrou à mobilização dos secundaristas para empurrar uma agenda política e ideológica bem mais ampla. Na quinta-feira, quando jovens tomaram a Praça da Bastilha, em Paris, a mídia BreakThrough News já disparava o alerta “BREAKING” a seus seguidores.

O mapa dos 50 grupos

A Fox analisou dezenas de reportagens, publicações em redes sociais e declarações públicas. Identificou 50 organizações no movimento e em sua rede de apoiadores e amplificadores internacionais. O ecossistema vai muito além dos adolescentes que começaram os atos.

Dessas 50, 15 são grupos de estudantes ou jovens, incluindo movimentos de juventude comunista e uma associação de estudantes muçulmanos. As outras 35 são entidades de adultos:

  • uma dúzia de sindicatos;
  • oito organizações comunistas ou socialistas;
  • cinco grupos de outras pautas, como impostos, associações de pais, meio ambiente, justiça econômica, mídia internacional e diáspora;
  • cinco entidades de direitos civis ou humanos;
  • quatro partidos políticos, entre eles a França Insubmissa e o Partido Comunista Francês;
  • um grupo de defesa da causa palestina.

O “padrinho” apontado pela Fox

No centro da engrenagem de comunicação estaria a BreakThrough News, veículo pró-comunista sediado em Nova York. A Fox afirma que ele é financiado por Neville Roy Singham, magnata de tecnologia nascido nos EUA e radicado em Xangai. Segundo a reportagem, Singham banca há quase uma década uma rede de grupos de esquerda nos Estados Unidos que exploram descontentamentos para alimentar tensão nas ruas.

Para Mike Gonzalez, pesquisador sênior da Heritage Foundation, ouvido pela Fox, é o mesmo “ecossistema vermelho-verde” que age nos EUA, na Ponte do Brooklyn, nos campi e em audiências no Congresso. “E, no caso da BreakThrough News, o mesmo ‘sugar daddy’ — Neville Roy Singham”, disse. Ele também afirmou que o objetivo desses grupos é “nos desmantelar”. A fala é uma avaliação dele, não um fato apurado de forma independente.

Bandeiras vermelhas, foice e martelo

A investigação descreve que os atos tomaram Paris na terça-feira, 6 de outubro, o dia mais forte dos protestos. Ativistas ergueram bandeiras vermelhas, e alguns manifestantes cobriam o rosto com lenços palestinos. Uma faixa trazia os dizeres “Contra as guerras imperialistas” e “Guerra de classes!”, sobre a imagem de foice e martelo. Ela foi identificada como dos Jovens Comunistas, ligados ao Partido Comunista Francês.

O secretário nacional do partido, Fabien Roussel, tirou fotos com os manifestantes e escreveu no X que estava “ao lado dos secundaristas em Paris”. O deputado Louis Boyard, da França Insubmissa, apareceu com uma bandeira palestina na Universidade Paris-Est-Créteil, bloqueada por estudantes.

Sindicatos entram na briga

Centrais como a CGT e a Força Operária, além de sindicatos de professores, convocaram greves e atos em apoio aos secundaristas. A Confederação Nacional do Trabalho declarou: “As reivindicações dos secundaristas também são nossas. Eles têm razão de se revoltar.” Já o grupo ambientalista Les Soulèvements de la Terre saudou a “glória aos secundaristas rebeldes” e pediu “um levante antifascista”.

A Fox cita ainda a jornalista franco-marroquina Nora Bussigny. Segundo ela, muitos eleitos da França Insubmissa trabalharam para cooptar os protestos, “correndo o risco de vê-los fugir ao controle”, ao atiçar as chamas, desacreditar instituições como a polícia e legitimar o princípio da violência política. Desde o fim de setembro, parlamentares do partido foram vistos com estudantes organizando bloqueios em Seine-Saint-Denis, subúrbio pobre a nordeste de Paris, onde a onda de protestos começou.

E o que vem agora?

A reportagem diz que a rede se estende a organizações comunistas da Grécia e do Reino Unido e a veículos socialistas internacionais. O objetivo seria transformar uma disputa doméstica sobre educação em palco global contra o capitalismo, a “austeridade”, a polícia, os gastos militares e Israel. Os protestos seguem, e a pressão sobre o governo francês tende a crescer à medida que sindicatos e partidos entram no jogo.

Análise do Giro

Reclamar de escola ruim é direito de qualquer família, e a juventude tem legitimidade para cobrar melhorias. Mas, se os fatos apurados pela Fox se confirmarem, o episódio mostra como causas genuínas podem ser capturadas por quem tem agenda própria e dinheiro para amplificá-la. Quem defende liberdade e livre mercado deve cobrar transparência sobre quem financia e organiza esse tipo de mobilização, aqui e lá fora.

Com informações de Fox News.

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