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Eleições

Zé de Abreu expõe tombo de Janones: 238 mil votos em 2022, 78 mil agora

Ator petista cobra publicamente o deputado aliado de Lula, que perdeu mais de 160 mil votos em quatro anos. Fogo amigo na esquerda ganha as redes.

Zé de Abreu expõe tombo de Janones: 238 mil votos em 2022, 78 mil agora
Foto: Olimor / Public domain (José de Abreu)

O fogo amigo chegou ao campo de Lula. O ator José de Abreu, petista de carteirinha, criticou publicamente o deputado André Janones (Rede-MG) depois do resultado das urnas e apontou o número que incomoda: Janones perdeu mais de 160 mil votos em relação à eleição de 2022.

O tombo em números

Os dados são secos. Em 2022, Janones recebeu 238.967 votos. Em 2026, ficou com 78.780. A diferença passa de 160 mil votos, o que representa uma queda de cerca de dois terços da votação anterior.

Foi essa conta que Zé de Abreu levou às redes sociais, em uma publicação que expõe a divisão entre aliados do presidente justamente na reta final da disputa.

Janones responde: terceiro mandato garantido

O deputado não ficou calado. Segundo a fonte, Janones afirmou que conseguiu garantir seu terceiro mandato consecutivo. Disse também que, na parte final da campanha, priorizou a reeleição de Lula.

Ou seja, a defesa é clara: a prioridade foi o projeto presidencial, e não a própria votação. A explicação, porém, não encerra a polêmica.

E Lula em Minas?

O ponto mais delicado é o terreno. Minas Gerais é o estado de Janones, e, segundo o texto-fonte, foi lá que Lula sofreu uma derrota expressiva. Para os críticos, a combinação é ruim: o deputado perdeu votos e o candidato que ele disse priorizar também não teve o resultado esperado no estado.

O episódio mostra um clima de cobrança interna na esquerda. A discussão não aconteceu entre adversários, mas entre figuras que, em tese, estão no mesmo lado.

O que vem por aí

Com o segundo turno se aproximando, a pergunta é se o atrito fica restrito às redes sociais ou se outros nomes da base governista passam a cobrar uns aos outros em público. Cada troca de acusações desvia o foco da campanha e dá munição à oposição. Resta saber se Janones rebate Zé de Abreu diretamente e se a direção petista tenta apaziguar os ânimos.

Análise do Giro

Quando aliados começam a trocar cobranças em público, o recado costuma ser de inquietação nos bastidores. A queda de votos de Janones é um fato objetivo, e o eleitor mineiro tem o direito de avaliar quem o representa. Para um governo que diz ter a campanha sob controle, ver a militância se desentender a poucos dias do segundo turno não é um bom sinal.

Com informações de Jornal da Cidade Online.

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