Enquanto Lula corre atrás de apoios no 2º turno, Eduardo Paes (PSD) escolheu o descanso. Derrotado na disputa pelo governo do Rio de Janeiro por Douglas Ruas (PL), o ex-prefeito publicou um vídeo nas redes ao lado da esposa e anunciou que passaria o fim de semana num sítio. O gesto, de calma e distância, foi lido por críticos como sinal de que ele não tem pressa de entrar na campanha petista.
O vídeo que deu o que falar
Paes reconheceu a vitória de Ruas e gravou o recado em tom leve. “Adivinha o que eu vou fazer com a minha principal eleitora hoje? Vamos passar o fim de semana no sítio. Tô sereno, tranquilo. Triste, queria ter ganhado, mas viva o Rio de Janeiro”, disse o ex-prefeito, em vídeo publicado nas redes sociais.
Ele admitiu a tristeza, mas não falou em Lula, em campanha nem em palanque. Foi esse silêncio que alimentou a leitura política do episódio.
Silêncio que pesa
O vídeo circulou também no X, onde o autor de uma publicação afirmou que Paes, ao reconhecer a vitória de Ruas, “também reconheceu a derrota de Lula”. Segundo essa mesma postagem, em vez de entrar na campanha do petista no 2º turno, ele foi descansar com a mulher. A publicação é de 10 de outubro de 2026 e é uma opinião de quem a escreveu: Paes não disse isso no vídeo.
Fica o contraste. De um lado, um candidato que precisa de aliados para tentar reverter o cenário. De outro, um aliado em potencial que, ao menos por ora, aparece em público longe de qualquer agenda de campanha.
O que está em jogo
A derrota no Rio mostra um campo político fluminense fragilizado, e Lula segue em busca de apoios para o 2º turno. Se outros nomes do PSD e do centro seguirem o mesmo caminho e mantiverem distância, o petista pode enfrentar a reta final com menos escudos regionais.
Por enquanto, nada indica que Paes tenha anunciado oficialmente o que fará na campanha. O que se sabe é que, passada a eleição, ele escolheu o sítio. Resta saber se a volta ao trabalho virá com ou sem camisa vermelha.
Análise do Giro
Eleição não se vence só com palanque, mas com aliados dispostos a assumir o risco ao lado do candidato. Se o ex-prefeito carioca prefere o descanso a defender Lula em público, o recado, ainda que involuntário, é que o petista já não atrai tanto entusiasmo nem de quem circulou em sua órbita política. Cabe ao eleitor, e não aos bastidores, dar a palavra final.
Com informações de Topic News.



