Brasília--:--:--
Dólar—
Euro—
Tempo—
Impostômetro 2026 R$ — ACSP
Manchetes
PublicidadeO Giro no seu celularReceba as principais notícias no WhatsAppEntre no nosso canal e fique sabendo antes de todo mundo.Entrar no canal
Eleições

PSDB libera filiados no 2º turno e maioria dos diretórios se afasta de Lula

Sem orientação oficial, Aécio Neves deixa tucanos livres, e os diretórios consultados preferem Flávio Bolsonaro ou neutralidade. Só uma minoria fica com Lula.

PSDB libera filiados no 2º turno e maioria dos diretórios se afasta de Lula
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados / CC BY 3.0 (Aécio Neves)

O PSDB não vai pedir voto para Lula no segundo turno. O partido decidiu liberar seus filiados para apoiar quem quiserem, sem orientação oficial. O resultado nos estados é um golpe de imagem para o petista: entre os diretórios estaduais consultados, a maioria ficou entre apoiar Flávio Bolsonaro e manter a neutralidade. Só uma pequena parcela defende Lula.

A nota de Aécio

A posição foi formalizada pelo presidente da legenda, Aécio Neves, em nota oficial. O texto afirma que cada membro poderia “se manifestar da forma que considerarem mais adequada nesse segundo turno”.

Na prática, o partido não se vinculou a nenhum candidato e deixou a decisão para as bases. E as bases deram o recado.

Tucanos longe do petista

Entre os diretórios estaduais consultados, o apoio a Flávio Bolsonaro e a neutralidade somaram a maioria. Quem sinalizou voto em Lula ficou na minoria.

O quadro contraria o que se esperava, dado o histórico do PSDB com o PT, marcado pelo chamado “teatro das tesouras”. Dessa vez, o partido que por anos foi o principal adversário do petismo não oferece palanque a Lula.

O que isso significa para o 2º turno

A fragmentação do apoio entre antigos adversários e eventuais aliados indica enfraquecimento político de Lula na reta final. A prevalência de apoio a Flávio entre os tucanos sugere uma reconfiguração do tabuleiro para outubro.

O PSDB também não fechou questão com Flávio. A liberação dos filiados mantém o partido formalmente neutro, mas abre espaço para que cada tucano declare o voto sem amarras.

E agora?

O resultado das urnas, em 25 de outubro, dirá se o desalinhamento do PSDB em relação ao PT reflete uma tendência mais ampla entre o eleitorado moderado brasileiro. Até lá, a campanha de Lula terá de lidar com a ausência de um aliado histórico de peso e com tucanos que não escondem a distância.

Análise do Giro

Quando a maioria dos diretórios de um partido tradicional prefere a neutralidade ou o outro lado a subir no palanque do presidente, o recado vai além da burocracia partidária. O eleitor moderado, que costuma decidir eleições apertadas, observa esse movimento, e o governo ainda não mostrou como pretende reconquistá-lo.

Com informações de Topic News.

Leia também