O PSDB não vai pedir voto para Lula no segundo turno. O partido decidiu liberar seus filiados para apoiar quem quiserem, sem orientação oficial. O resultado nos estados é um golpe de imagem para o petista: entre os diretórios estaduais consultados, a maioria ficou entre apoiar Flávio Bolsonaro e manter a neutralidade. Só uma pequena parcela defende Lula.
A nota de Aécio
A posição foi formalizada pelo presidente da legenda, Aécio Neves, em nota oficial. O texto afirma que cada membro poderia “se manifestar da forma que considerarem mais adequada nesse segundo turno”.
Na prática, o partido não se vinculou a nenhum candidato e deixou a decisão para as bases. E as bases deram o recado.
Tucanos longe do petista
Entre os diretórios estaduais consultados, o apoio a Flávio Bolsonaro e a neutralidade somaram a maioria. Quem sinalizou voto em Lula ficou na minoria.
O quadro contraria o que se esperava, dado o histórico do PSDB com o PT, marcado pelo chamado “teatro das tesouras”. Dessa vez, o partido que por anos foi o principal adversário do petismo não oferece palanque a Lula.
O que isso significa para o 2º turno
A fragmentação do apoio entre antigos adversários e eventuais aliados indica enfraquecimento político de Lula na reta final. A prevalência de apoio a Flávio entre os tucanos sugere uma reconfiguração do tabuleiro para outubro.
O PSDB também não fechou questão com Flávio. A liberação dos filiados mantém o partido formalmente neutro, mas abre espaço para que cada tucano declare o voto sem amarras.
E agora?
O resultado das urnas, em 25 de outubro, dirá se o desalinhamento do PSDB em relação ao PT reflete uma tendência mais ampla entre o eleitorado moderado brasileiro. Até lá, a campanha de Lula terá de lidar com a ausência de um aliado histórico de peso e com tucanos que não escondem a distância.
Análise do Giro
Quando a maioria dos diretórios de um partido tradicional prefere a neutralidade ou o outro lado a subir no palanque do presidente, o recado vai além da burocracia partidária. O eleitor moderado, que costuma decidir eleições apertadas, observa esse movimento, e o governo ainda não mostrou como pretende reconquistá-lo.
Com informações de Topic News.



