O tabuleiro virou, e Alexandre de Moraes não esperava. Pessoas próximas ao ministro do Supremo Tribunal Federal o descrevem como “surpreso” com a composição do novo Senado Federal, segundo informações da jornalista Bela Megale, de O Globo. O motivo: ele tinha ouvido uma versão bem diferente sobre o resultado das urnas.
A garantia que não se confirmou
De acordo com o relato, Davi Alcolumbre, aliado de confiança de Moraes, havia assegurado que senadores de centro seriam eleitos e que não haveria maioria contrária ao STF. Com base nisso, o ministro avaliava que Alcolumbre conseguiria se reeleger presidente do Senado.
A lógica era direta. Quem preside o Senado controla a pauta e pode bloquear pedidos de afastamento de ministros. Na prática, seria uma barreira contra qualquer tentativa de impeachment.
As urnas mudaram a conta
Só que o cenário, segundo o material, mudou radicalmente depois da eleição. Os senadores recém-eleitos não demonstram disposição de trair o próprio eleitorado com acordos que beneficiem Moraes. O resultado foi uma bancada de perfil majoritariamente de direita, o que deixa o ministro sem o colchão político que imaginava ter.
A avaliação de bastidor é que a nova composição tornou o processo de impeachment viável e provável. O texto também projeta que Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, dificilmente fará “acordões” para salvar o ministro. Essa é uma leitura política, não um fato confirmado.
Um ministro isolado?
A análise de bastidores resume o momento de Moraes numa frase: “um homem com medo”. É uma descrição de quem comenta o caso, não uma declaração dele.
O quadro apontado é este:
- o risco de impeachment ganhou força com o novo Senado;
- o isolamento político do ministro aumenta após a frustração com os cálculos eleitorais;
- os novos senadores sinalizaram postura contrária à agenda do STF.
O que vem pela frente
Os próximos passos dependem de quem presidirá o Senado e de qual pauta chegará ao plenário. Se a aposta em Alcolumbre foi mesmo a principal blindagem de Moraes, ela agora está sob pressão. O ministro não se manifestou publicamente sobre o relato, que se baseia em fontes próximas a ele.
Análise do Giro
O recado das urnas parece claro: o eleitor escolheu senadores para fiscalizar e conter excessos, não para fechar acordos de gabinete que protejam quem está no poder. Num regime de freios e contrapesos, é saudável que o Senado exerça seu papel sem pactos de conveniência. Se os novos senadores cumprirem o que o eleitorado cobra, o debate sobre os limites do Supremo deve ser feito às claras, dentro da Constituição e com amplo direito de defesa.
Com informações de Topic News.



