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Política

Lula manda militância a Copacabana: ato ocupa 7 quarteirões após a Paulista

Um dia após o ato em São Paulo, apoiadores de Lula tomam a Avenida Atlântica, no Rio, numa maratona de mobilização para tentar trazer de volta quase 30 milhões de ausentes.

Lula manda militância a Copacabana: ato ocupa 7 quarteirões após a Paulista
Foto: Ricardo Stuckert/PR / CC BY 2.0 (Luiz Inácio Lula da Silva)

A campanha de Lula (PT) levou a militância para a orla do Rio. Na tarde desta segunda-feira (12/10), apoiadores do presidente se concentraram em Copacabana, na Zona Sul, e por volta das 13h30 já se espalhavam por cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica. É a segunda grande demonstração de rua em dois dias, depois do ato de domingo na Avenida Paulista, em São Paulo.

Do Posto 5 ao calçadão: a ocupação

Segundo o relato da Metrópoles, o grupo começou a se reunir na altura do Posto 5, entre as ruas Barão de Ipanema e Xavier da Silveira. Meia hora depois, a concentração já tomava vários quarteirões da avenida. A programação anunciada inclui manifestações, caravanas, panfletagens, bandeiraços, caminhadas e carreatas.

A convocação circulou nas redes sociais e entre entidades e movimentos sociais. O mote escolhido: “a democracia se defende todos os dias, e também nas ruas”. A expectativa era de reunir militantes, lideranças partidárias, artistas e eleitores.

O problema que Lula tenta resolver: os ausentes

A pressa tem explicação. Na Paulista, o próprio Lula reconheceu o tamanho do desafio: “Temos agora uma responsabilidade muito grande: tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar”, disse. Em seguida, mirou o eleitorado idoso: “60 anos ou 70 anos não transforma a pessoa em inútil”. A estratégia, portanto, é clara: sair às ruas para buscar quem ficou em casa no primeiro turno.

Os números são da própria campanha

Sobre o ato de domingo, a campanha petista informou que a manifestação reuniu 1 milhão de pessoas. Trata-se de uma estimativa da própria campanha, e não de uma contagem independente, conforme o material publicado.

Já a plataforma Comitê Popular de Luta, que reúne informações sobre atos da militância petista, registrou 156 ações em 76 cidades no domingo (11/10) em favor da reeleição. São Paulo teve 28 registros, o Rio Grande do Sul, 20, Bahia e Goiás, 10 cada, e Distrito Federal e Rio de Janeiro, nove cada.

O que vem agora

Com o segundo turno se aproximando, a tendência é de que a agenda de rua continue em ritmo acelerado, com a campanha tentando transformar a militância mobilizada em votos de quem se ausentou. O desafio é saber se a quantidade de bandeiras nas avenidas vai se converter em resultado nas urnas.

Análise do Giro

Duas maratonas de rua em dois dias, com o próprio presidente admitindo que quase 30 milhões de eleitores ficaram de fora, mostram uma campanha que sabe que a reeleição está longe de ser tranquila. Ato lotado é bom para a foto, mas o voto é decidido na urna, e o eleitor que pesa o bolso, a segurança e a família não costuma se deixar levar por estimativas da própria campanha.

Com informações de Metrópoles Eleições.

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