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Política

Tallis Gomes convoca mutirão e cidadãos limpam a Paulista após ato pró-Lula

Enquanto o poder público já tentava apagar os estragos do ato de domingo, voluntários de luvas e sacos de lixo foram à Paulista "sem palavras de ordem".

Tallis Gomes convoca mutirão e cidadãos limpam a Paulista após ato pró-Lula
Foto: Governo do Estado de São Paulo / CC BY 4.0 (Tallis Gomes)

Passou o ato, ficou a conta. Nesta segunda-feira, 12, cidadãos foram à Avenida Paulista, em São Paulo, ajudar os funcionários da Prefeitura a limpar a sujeira deixada pela manifestação pró-Lula de domingo, 11. A mobilização foi convocada pelo empresário Tallis Gomes e registrada em vídeo.

“Um grupo de cidadãos resolveu não esperar”

O chamado de Tallis foi direto. Quem fosse deveria levar luvas e sacos de lixo. Ele avisou ainda que o mutirão não teria palavras de ordem, só trabalho.

Na mensagem, o empresário criticou os danos registrados durante a manifestação e afirmou que quem arca com os custos da limpeza são os pagadores de impostos paulistanos.

“Um grupo de cidadãos resolveu não esperar”, escreveu Tallis. “Vamos nos encontrar para trabalhar junto com os servidores da Prefeitura de São Paulo na limpeza da avenida.”

Os voluntários atenderam ao convite. Vídeos mostram os participantes removendo resíduos e recuperando o espaço público.

O que o ato deixou para trás

Segundo o material de origem, a manifestação deixou lixo, pichações e danos em acessos ao transporte público, incluindo estações do Metrô e pontos de ônibus.

Desde a manhã de segunda-feira, equipes de limpeza urbana e funcionários do Metrô trabalhavam nas entradas das estações Trianon-Masp e Consolação, da Linha 2-Verde. Os trabalhadores raspavam cartazes e outros materiais colados nas estruturas, enquanto outras equipes usavam jatos de água contra as pichações.

A Polícia Militar informou que houve quebra de portas e grades na Estação Consolação durante a dispersão do ato. As duas estações também tiveram restrições de acesso em meio às ocorrências.

E agora?

A imagem dos voluntários ao lado dos servidores deve alimentar o debate na reta final da campanha. O assunto já rendeu cobranças ao redor do ato, e a limpeza mostra quem foi chamado a resolver o problema. Resta saber se os responsáveis pelos danos vão ser identificados e se alguém vai responder pelo prejuízo.

Análise do Giro

A cena fala por si: enquanto parte da política convoca multidões para gritar, parte da sociedade prefere pegar a luva e o saco de lixo. O cuidado com o espaço público é responsabilidade de todos, e quem paga a conta dos estragos é o contribuinte. Ao organizar a limpeza “sem palavras de ordem”, os voluntários deram um exemplo de cidadania que dispensa palanque.

Com informações de Revista Oeste.

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