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Economia

R$ 5,79 bi esquecidos em bancos: veja se o dinheiro é seu e como resgatar de graça

Há bilhões parados em instituições financeiras, e o seu CPF ou CNPJ pode estar na lista. A consulta é gratuita e leva poucos minutos.

R$ 5,79 bi esquecidos em bancos: veja se o dinheiro é seu e como resgatar de graça
Foto ilustrativa: Undeka 11 / CC BY-SA 4.0
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Tem dinheiro seu parado em banco e você nem sabe. Dados do Banco Central de agosto de 2026 mostram que R$ 5,79 bilhões seguem disponíveis para resgate em bancos e outras instituições financeiras. A consulta é gratuita, feita pelo Sistema Valores a Receber (SVR), e pode revelar uma quantia que muita gente nem lembra que deixou para trás.

Quem tem direito a esse dinheiro?

Milhões de brasileiros e de empresas. Do total, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão estão ligados a 2,36 milhões de empresas.

O montante voltou a crescer. Subiu 2,6% em relação a julho, quando eram R$ 5,65 bilhões. A alta veio depois de três meses seguidos de queda, período influenciado pela transferência de parte dos recursos para o programa de renegociação de dívidas do governo federal.

A pegadinha: quase tudo é valor pequeno

Antes de sonhar alto, um aviso. Segundo o levantamento, 69,4% dos registros são de até R$ 10. Outros 18,95% ficam entre R$ 10,01 e R$ 100, e 9,39% entre R$ 100,01 e R$ 1 mil. Só 2,21% dos beneficiários têm mais de R$ 1 mil a receber.

De onde vem o dinheiro esquecido?

As origens são variadas. As mais comuns são:

saldos de contas correntes ou poupanças encerradas; tarifas ou parcelas de crédito cobradas indevidamente; recursos de grupos de consórcio encerrados; valores de contas de pagamento encerradas; cotas de capital e sobras líquidas de cooperativas de crédito; e saldos remanescentes em corretoras e distribuidoras.

Passo a passo para consultar

A consulta é feita no site oficial do Sistema Valores a Receber, do Banco Central. Para pessoa física, basta informar o CPF e a data de nascimento. Para empresas, o sistema pede os dados do CNPJ.

Se houver saldo, a plataforma mostra o valor e a instituição responsável pela devolução. Para pedir o resgate, pode ser preciso entrar com conta Gov.br de nível prata ou ouro e aceitar o termo de responsabilidade.

Quando a devolução por Pix estiver disponível, o prazo informado é de até 12 dias úteis. Quem não tem chave Pix deve procurar a instituição indicada para combinar outra forma de recebimento.

Também é possível consultar valores deixados por pessoas falecidas. Nesse caso, o pedido deve ser feito por herdeiros, testamentários, inventariantes ou representantes legais, conforme as exigências aplicáveis.

Cuidado com os golpistas

O Banco Central avisa que não cobra taxa para consultar nem para devolver o dinheiro, e que ninguém precisa contratar intermediário. A orientação é usar só o endereço oficial e desconfiar de mensagens que prometem liberar valores mediante pagamento antecipado. O órgão também não envia links nem pede senhas, códigos de acesso ou outros dados pessoais para o resgate.

O próximo passo é seu: se o CPF ou o CNPJ tiver saldo, o resgate depende apenas de entrar no sistema e seguir as instruções.

Análise do Giro

Dinheiro esquecido é dinheiro do cidadão, e o lugar dele é no bolso de quem trabalhou para ganhá-lo, não parado em instituição ou desviado para outras finalidades. O fato de o saldo ter caído por três meses após a transferência de parte dos recursos para um programa do governo mostra que o contribuinte precisa acompanhar de perto o destino do que é seu. Quanto mais simples e transparente for o acesso, menos espaço sobra para o esquecimento e para os golpistas.

Com informações de Bacci Últimas.

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