A eleição para o governo do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo, e ele será decidido no Supremo. Nesta quinta-feira (8/10), a coligação do candidato Eduardo Paes (PSD) anunciou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir a realização do segundo turno contra Douglas Ruas (PL).
O voto que mudou o jogo
O motivo da reviravolta é uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte determinou a anulação dos 274.411 votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos).
O efeito é direto. Sem esses votos na conta, Douglas Ruas ultrapassa os 50% necessários para vencer a eleição já no primeiro turno. Ou seja: o que parecia caminhar para uma segunda rodada pode simplesmente deixar de existir.
Paes aposta no Supremo
Diante do cenário, a coligação de Paes decidiu levar o caso ao STF. O objetivo declarado é assegurar o segundo turno, o que recolocaria o candidato do PSD em uma disputa que, pela decisão do TSE, estaria encerrada.
O material de origem não detalha qual será o argumento jurídico do recurso nem o prazo para uma decisão. Esses pontos ainda estão em aberto.
A leitura do Jornal da Cidade Online
O Jornal da Cidade Online, fonte desta notícia, enxerga o movimento como um teste de coragem para os ministros do Supremo. O veículo lembra que Flávio Dino e Gilmar Mendes reverteram recentemente decisões da Corte Eleitoral, e sustenta que isso teria favorecido Lula. Também afirma que, com a nova composição do Senado, ninguém espera que algum ministro tome uma atitude semelhante agora. Trata-se da avaliação do veículo, não de uma conclusão comprovada.
O que vem a seguir
Tudo agora depende do STF. Se o Supremo aceitar o pedido, o Rio pode ter segundo turno. Se não aceitar, a decisão do TSE se mantém e Douglas Ruas fica com a vitória já no primeiro turno. O eleitor fluminense espera uma definição rápida.
Análise do Giro
Em uma eleição, a segurança jurídica e o respeito à vontade popular valem mais do que qualquer disputa de bastidor. Seja qual for o desfecho, o Rio merece uma decisão clara, rápida e fundamentada, sem a sensação de que as regras mudam no meio do jogo, porque é essa confiança nas instituições que sustenta a liberdade de escolher.
Com informações de Jornal da Cidade Online.



