A campanha do segundo turno ganhou um novo capítulo de tensão. O deputado federal reeleito Maurício Marcon (PL-RS) afirmou nesta quinta-feira, 8, que o ministro do STF Alexandre de Moraes poderá ser preso. Na mesma entrevista, ao Jornal da Oeste, acusou o PT de espalhar informações falsas para prejudicar Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência.
O recado a Moraes veio sem rodeios. Ao comentar a decisão do ministro envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, Marcon declarou: “A mensagem que a gente tem para dizer pro Alexandre de Moraes é que logo quem vai receber ordem de prisão não vai ser o Eduardo, vai ser ele”.
“Fake news”: campanha de Flávio quer processar perfis
Marcon foi reeleito com quase 380 mil votos, a maior votação do Rio Grande do Sul. Segundo ele, setores da esquerda divulgam conteúdos falsos sobre Flávio, como supostas intenções de acabar com o Bolsa Família, o 13º salário e as aposentadorias.
A reação, de acordo com o deputado, já está em andamento. A campanha mapeia os perfis que publicam esse tipo de material para denunciá-los e processá-los. Marcon também cobrou mais rapidez do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na análise dos casos.
Flávio no Sul e a aposta nas regiões pobres
O parlamentar detalhou ainda a estratégia para o segundo turno. Defendeu que os aliados apresentem propostas e batam em temas que pesam no bolso e no dia a dia: custo dos alimentos, segurança pública, inflação e gastos do governo federal.
No Rio Grande do Sul, a mobilização inclui materiais de campanha e “adesivaços”. Segundo Marcon, Flávio deve visitar o estado, com possíveis agendas em Porto Alegre e Pelotas. O objetivo, disse, é ampliar a presença do candidato em regiões onde Lula e a esquerda mantêm apoio eleitoral. “São as regiões mais pobres, onde Lula engana o povo”, afirmou.
6×1 vira alvo: “picanha 2.0”
Marcon também mirou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, que classificou como uma “picanha 2.0” do presidente Lula. Como contraponto, defendeu a chamada PEC da Liberdade, de sua autoria, que prevê maior flexibilidade na jornada de trabalho, respeitados os direitos trabalhistas.
O que vem por aí
Com o segundo turno em andamento, a expectativa é de que a guerra de narrativas se intensifique, tanto nas redes quanto na Justiça Eleitoral. Resta saber se o TSE vai acelerar a análise dos casos, como pede o deputado, e se a campanha de Flávio de fato levará à Justiça os perfis que diz ter mapeado. A agenda do candidato no Rio Grande do Sul também deve mostrar até onde vai a ofensiva nos redutos de Lula.
Análise do Giro
A declaração de Marcon contra Moraes é uma fala política de um parlamentar da oposição, não um fato jurídico, e deve ser lida como tal. Mas ela expõe o clima de desconfiança de parte da direita com decisões do Supremo e reforça uma bandeira legítima: a defesa da liberdade de expressão e do debate franco. Já a denúncia de boatos sobre benefícios sociais precisa ser acompanhada de provas e de respostas rápidas da Justiça Eleitoral, para que o eleitor decida com informação correta, seja qual for o lado.
Com informações de Revista Oeste.



