Dois dias depois de ver as urnas fecharem a porta da reeleição, a senadora Leila Barros, a Leila do Vôlei, abriu outra: a da saída. Na terça-feira (6), ela apresentou ao Senado um pedido de licença médica de 120 dias e, na prática, não volta mais ao mandato, que termina com a posse da nova legislatura, em 1º de fevereiro de 2027.
Derrota no domingo, licença na terça
A sequência chama atenção. No domingo (4), no primeiro turno, Leila recebeu 686.340 votos, o equivalente a 21,25% dos votos válidos. Não bastou para renovar o mandato por mais oito anos. Dois dias depois, o pedido de afastamento estava protocolado.
Segundo a própria senadora, a decisão foi tomada para cuidar da saúde e de assuntos particulares.
Quem ficou com as vagas do DF
As duas cadeiras em disputa no Distrito Federal foram para o PL. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teve 29,05% dos votos, e a deputada federal Bia Kicis recebeu 27,44%. Leila ficou atrás das duas e fora da próxima legislatura.
Suplente assume até o fim
Com o afastamento, quem ocupa o posto é a suplente Leany Lemos (PSB), que permanecerá no Senado até o fim do mandato. Ou seja, a cadeira que era de Leila segue com o campo do PSB até a virada da legislatura.
O que vem agora
Como a licença é de 120 dias e o mandato acaba em fevereiro de 2027, o cenário descrito é de despedida antecipada. Resta saber como Leila vai se posicionar publicamente nas próximas semanas, já que o motivo apresentado é de saúde e questões pessoais, sem mais detalhes.
Análise do Giro
A licença médica é um direito de qualquer parlamentar, e a saúde de Leila Barros merece respeito. Mas o timing, dois dias após a derrota nas urnas, inevitavelmente levanta perguntas na opinião pública, e o eleitor do DF, que escolheu Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, tem o direito de esperar transparência de quem recebe mandato popular. Quanto mais claras forem as explicações, menos espaço para especulação.
Com informações de Jornal da Cidade Online.



