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Chiquini aciona PGR e mira Janones e Lindbergh por boatos contra Flávio Bolsonaro

Deputado do Novo acusa petistas de espalhar mentiras sobre Flávio no segundo turno, e o caso reacende o passado de Janones no STF. Veja o que está em jogo.

Chiquini aciona PGR e mira Janones e Lindbergh por boatos contra Flávio Bolsonaro
Foto: Agência Senado / Attribution (Flávio Bolsonaro)

A guerra de narrativas do segundo turno chegou à Procuradoria-Geral da República. O deputado Jeffrey Chiquini (Novo-PR) acionou a PGR contra André Janones e Lindbergh Farias, ambos do PT, sob a alegação de que os dois mentiram sobre Flávio Bolsonaro durante a disputa. As informações são do Jornal da Cidade Online, que também descreve um clima de hostilidade crescente nas redes.

O que Chiquini diz que foi mentira

Segundo o relato, a representação sustenta que Janones e Lindbergh afirmaram que Flávio acabaria com o Bolsa Família, extinguiria o salário mínimo e reduziria aposentadorias. Para o deputado, as afirmações são falsas.

Não para por aí. O texto cita ainda um boato já desmentido, o de que Flávio tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira, e uma acusação feita por um canal, também desmentida, de que ele proibiria o voto feminino.

O Jornal da Cidade Online afirma que chamar Flávio de bandido, ladrão e miliciano motivou uma queixa-crime de injúria no STF. Também diz que a orientação nas redes seria “descer o nível”, “ser sensacionalista” e “martelar” certas narrativas até o fim. É a versão do portal, não uma conclusão judicial.

O passado que volta à tona

O veículo aproveita a polêmica para lembrar o caso das rachadinhas envolvendo Janones. Em 2025, o STF homologou um acordo de não persecução penal. Nele, o deputado admitiu ter usado cartão de assessor para gastos pessoais, cerca de R$ 131,5 mil em 2019 e 2020. Ele devolveu o valor e pagou multa de aproximadamente R$ 26 mil.

Com o acordo, Janones evitou denúncia por peculato e não foi cassado. Depois, negou que o episódio fosse confissão de crime.

Clima tenso após a apuração

O texto relata que, logo após a apuração do segundo turno, perfis da militância de esquerda teriam pedido que Lula dissolvesse o Congresso, decretasse estado de sítio e anulasse a eleição. Houve quem citasse o nicaraguense Daniel Ortega.

O portal afirma ainda que apareceram mensagens com apelos violentos contra pastores, igrejas e candidatos da direita, além de comparações extremas com episódios históricos. Ressalva importante: o próprio texto diz que se trata de perfis da militância, não necessariamente de Janones.

E agora?

O cenário político no Congresso é o ponto de atenção. Segundo o Jornal da Cidade Online, com os partidos que já declararam apoio a Flávio no segundo turno, haveria maioria absoluta de direita na Câmara e no Senado. O alerta do portal é para que ninguém dê a disputa por encerrada nem subestime o adversário.

Resta saber qual rumo a PGR dará à representação de Chiquini e se a queixa-crime no STF avançará. Os próximos passos devem ditar o tom do embate nos próximos dias.

Análise do Giro

Em uma democracia saudável, campanha se faz com argumento, e não com boato. Se informações falsas sobre programas sociais e sobre a fé dos brasileiros foram usadas como arma, cabe às instituições apurar com isenção, e ao eleitor exigir debate honesto de todos os lados. A liberdade de expressão protege a crítica dura, mas não deveria servir de escudo para a desinformação, venha de onde vier.

Com informações de Jornal da Cidade Online.

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