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Marqueteira de Lula apaga post que culpava bolsonaristas por incêndio na UFPE

Recém-nomeada estrategista digital da campanha petista viu sumir da rede a mensagem que ligava a direita ao fogo na universidade. O que está por trás do sumiço?

Marqueteira de Lula apaga post que culpava bolsonaristas por incêndio na UFPE
Foto: Tribunal Superior Eleitoral do Brasil (TSE) / CC BY 4.0 (Ana Elisa Santos Silva)

Foi só o tempo de a polêmica ferver. Na noite desta quinta-feira, 8, a mensagem da deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), recém-nomeada estrategista digital da campanha de Lula à reeleição, desapareceu das redes sociais. O texto acusava apoiadores de Flávio Bolsonaro de serem responsáveis pelo incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

“Hoje eles queimaram uma faculdade”, escreveu a petista na madrugada. A frase agora só circula em capturas de tela feitas por internautas.

“Perfil não existe”: o aviso do X

Ao tentar acessar o conteúdo, usuários foram informados pelo X de que o “perfil não existe”. Isso não impediu que a mensagem fosse salva e reproduzida em outras contas. A rede social fez o que a internet faz melhor: guardou o recibo.

Segundo um dos perfis que republicaram o material, estudantes da universidade atribuíram o incêndio ao defeito de um antigo aparelho de ar-condicionado. É uma versão relatada nas redes, e não uma conclusão oficial. O caso segue sob investigação.

Recado a eleitores de Renan, Cury e Caiado

A publicação ia além da acusação. A deputada também pedia votos a eleitores dos candidatos derrotados no primeiro turno: Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). O recado vinha em tom de ameaça: “Se vocês se juntarem ao BOLSONARISMO, esqueçam a tentativa de implementar um governo de vocês aqui”.

Ou seja, o incêndio entrou na mensagem como argumento eleitoral, a poucos dias da disputa decisiva do segundo turno.

Outras mensagens também sumiram?

Outro perfil afirma que a marqueteira apagou diversas outras publicações de sua conta. Segundo ele, elas atacavam as igrejas Católica e Evangélica e defendiam o bloqueio das redes sociais. A informação foi divulgada por um usuário nas redes e não foi confirmada de forma independente pela reportagem.

Direita rejeita a ligação

O deputado federal eleito Thiago Medina (PL-PE) rejeitou a tentativa de associar o incêndio a grupos de direita. De acordo com ele, não há hipótese de ação criminosa. A investigação, porém, continua em curso.

O episódio se soma a uma lista que a oposição já vinha apontando. O PT é acusado de disseminar notícias falsas contra Flávio Bolsonaro, envolvendo questões religiosas e programas sociais, como Bolsa Família e Farmácia Popular.

Campanha de Flávio vai ao TSE

Ainda nesta quinta-feira, em entrevista ao Jornal da Oeste, o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul, Maurício Marcon (PL), disse que a campanha de Flávio está mapeando as fake news. A ideia é cobrar do Tribunal Superior Eleitoral medidas judiciais contra os responsáveis pela criação e distribuição desses conteúdos.

O próximo passo pode vir do TSE. Se a campanha de Flávio levar o caso à Justiça Eleitoral, a publicação apagada pode virar peça de um embate jurídico em plena reta final do segundo turno.

Análise do Giro

Apagar uma postagem não apaga o que ela provocou. Quando uma dirigente da comunicação de campanha atribui um incêndio à oposição antes de qualquer conclusão da investigação, e depois a mensagem some, o eleitor tem o direito de cobrar explicações. Em uma eleição apertada, responsabilidade com os fatos deveria valer para todos os lados, e a liberdade de expressão exige que cada um responda pelo que publica.

Com informações de Revista Oeste.

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