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PCC e CV no radar: combate a facções vai dominar agenda externa do próximo governo

Quem vencer o 2º turno herda uma missão explosiva: enfrentar com os vizinhos o crime organizado de origem brasileira, avalia analista da USP.

PCC e CV no radar: combate a facções vai dominar agenda externa do próximo governo
Foto: Agência Senado / Attribution (Flávio Bolsonaro)

Seja quem for o vencedor do segundo turno, o próximo presidente já tem uma missão batendo à porta do Planalto: enfrentar, junto com aliados regionais e globais, o avanço das facções criminosas brasileiras. É o que avalia Alberto Pfeifer, coordenador-geral do grupo de Defesa, Segurança e Inteligência da USP, em análise publicada pela CNN Brasil.

Eleição doméstica, recado internacional

Para Pfeifer, uma eleição interna sempre funciona como mensagem aos parceiros do país sobre novas posturas. E, segundo ele, o recado já está dado: haverá mudanças na agenda externa do Brasil, independentemente de quem ganhe a disputa presidencial.

O analista destaca ainda que a vitória dos aliados de Flávio Bolsonaro (PL) na Câmara dos Deputados e no Senado altera a forma como o país conduzirá o seu jogo democrático interno. E, na visão dele, isso também cobra do Brasil uma pauta externa “virtuosa”.

PCC e CV: a maior obrigação com os vizinhos

No centro dessa pauta, segundo a análise, está o crime organizado transnacional de origem brasileira. O PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) são hoje, nas palavras do especialista, os principais entes do crime organizado contemporâneo na região.

O diagnóstico é duro: o Brasil precisará construir mecanismos de concertação externa e participar de esquemas de enfrentamento às facções e ao tráfico de drogas e armas. Para Pfeifer, isso se tornou a maior obrigação do Planalto em relação aos países vizinhos.

Amazônia sob domínio do crime

A agenda não para aí. Pfeifer aponta que as pautas ambientais também estarão no radar: combate ao garimpo, ao desmatamento ilegal e à grilagem de terras, além de praticamente todos os aspectos que afetam a Amazônia.

Segundo ele, a floresta é um “espaço comum” com os vizinhos e, neste momento, está dominada pelo crime organizado, justamente por meio das facções de origem brasileira.

Segurança pública como prioridade nacional

O analista sustenta que a segurança pública virou o principal interesse da população. Com a nova geometria entre Executivo e Legislativo, somada às vitórias expressivas de governadores de oposição, esse será, em sua avaliação, o grande tema do Brasil na próxima gestão presidencial, seja qual for o governo eleito.

O que vem pela frente

Com o segundo turno ainda por decidir o ocupante do Planalto, a avaliação de Pfeifer deixa um recado: o vencedor terá de sentar à mesa com parceiros da região e do mundo para tratar do tema. A pergunta que fica é quais mecanismos de cooperação serão colocados de pé e com que rapidez.

Análise do Giro

A leitura do especialista toca num ponto que o brasileiro sente na pele: o crime organizado cresceu a ponto de virar problema diplomático. Para quem defende a liberdade e a família, segurança não é detalhe, é condição básica para trabalhar, empreender e viver em paz. Quem assumir o Planalto será cobrado por resultados concretos, não por discursos, e o eleitor vai acompanhar de perto.

Com informações de CNN Brasil.

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