O PT contava com ela, mas a resposta veio dura. A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta terça-feira (6) que não dará palanque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado e sinalizou que deve manter a neutralidade no segundo turno da eleição presidencial.
Um recado que o PT não esperava
A declaração contraria a expectativa do partido do presidente, que contava com o apoio da governadora em Pernambuco, um estado de peso na estratégia petista. Em vez do aceno esperado, Lula recebeu uma porta fechada.
Raquel Lyra não fechou a conversa com o governo federal. Ela elogiou a parceria mantida com a administração petista, mas deixou claro onde estão as suas prioridades.
"Pernambuco" em primeiro lugar
Segundo a governadora, o foco do seu mandato será Pernambuco. Ela também disse que pretende preservar a própria coerência política. É um discurso que equilibra gratidão institucional e distância eleitoral: reconhece a relação com Brasília, mas não empresta o palanque ao candidato do PT.
Até aqui, a fala indica neutralidade, e não apoio ao adversário de Lula. A governadora sinalizou esse caminho, mas a matéria não registra uma declaração formal de que ficará fora da disputa até o fim.
O que está em jogo
O segundo turno é decidido voto a voto, e cada palanque conta. Num estado de grande eleitorado, a ausência de uma governadora recém-reeleita ao lado do presidente pesa na campanha, sobretudo por vir de uma aliada de convivência institucional.
Resta saber se Raquel Lyra manterá a distância até o dia da votação ou se haverá novo movimento nos próximos dias. O PT, por sua vez, terá de decidir como reorganizar a campanha em Pernambuco sem o apoio que esperava.
Análise do Giro
A decisão de Raquel Lyra mostra que governadores reeleitos não se sentem obrigados a pagar pedágio eleitoral ao Planalto, e que a parceria administrativa não significa fidelidade de palanque. Ao colocar Pernambuco à frente da disputa nacional, ela reforça a ideia de que o eleitor e o estado devem vir antes dos projetos de poder, uma postura que o Giro considera saudável para a democracia.
Com informações de Jornal da Cidade Online.



