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Política

Boulos chama Pavanato de ‘moleque’; deputado rebate: ‘futuro desempregado’

Após o barraco no aeroporto de Brasília, os dois lados partiram para a guerra de declarações. O ministro de Lula e o deputado mais votado do PL trocaram novas farpas.

Boulos chama Pavanato de 'moleque'; deputado rebate: 'futuro desempregado'
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados / CC BY 3.0 (Guilherme Boulos)

O barraco no aeroporto de Brasília saiu do saguão e foi parar nas declarações públicas. Depois do bate-boca viralizado na quinta-feira, 8, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), e o deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL) deram suas versões. Em vez de baixar a temperatura, subiram o tom.

‘Moleque’ de um lado, ‘futuro desempregado’ do outro

Em evento na Praça Roosevelt, no centro de São Paulo, Boulos foi direto ao rival. “Ele [Pavanato] veio ofendendo e filmando. Se eu fosse para cima dele, eu teria filmado, e não ele filmado. Esse rapaz é um moleque, é leite com pera. É isso que ele representa. Representa um atraso no Brasil”, disse o ministro.

Pavanato não deixou barato. Ao Metrópoles, ao ser questionado sobre a discussão, o deputado eleito devolveu: “O Boulos é um futuro desempregado. Eles estão desesperados porque estão perdendo”.

O que se ouviu no saguão

Para entender a troca de farpas, vale lembrar o que as imagens mostram. Pessoas que passavam pelo aeroporto pararam para acompanhar a discussão. Pavanato ironizou Boulos ao lembrar que obteve mais de 3 milhões de votos para deputado federal neste ano. Foi o segundo mais votado do país, atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL-MG).

Boulos, segundo o vídeo, chamou o deputado de “bolsonaristinha de merda” e “lixo”. Pavanato respondeu que “Flávio Bolsonaro será presidente da República” e, já com os dois bem próximos, disparou: “Vamos botar vocês na cadeia, otário”. Depois disso, os dois se afastaram.

Clima de campanha em estado bruto

O episódio não é um bate-boca qualquer. De um lado está um ministro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Do outro, um dos parlamentares mais votados do país, eleito pelo PL de São Paulo. Ambos estão em lados opostos na disputa presidencial. A discussão aconteceu em local público e foi filmada por quem estava ali, e as imagens circularam amplamente nas redes sociais.

A narrativa de cada um já está fixada. Pavanato fala em adversários “desesperados”. Boulos tenta enquadrar o rival como símbolo de “atraso”. O que não aparece nas falas é qualquer sinal de trégua até o desfecho da eleição.

E agora?

Nenhum dos dois indicou, nas declarações citadas, que pretende levar o caso adiante por outras vias. Com a reta final da disputa e o vídeo ainda circulando, a tendência é que o episódio siga alimentando o embate entre as duas trincheiras nos próximos dias.

Análise do Giro

O episódio mostra um ambiente político tenso, em que o respeito mútuo saiu de cena. Cabe cobrar compostura de quem ocupa cargo no Executivo, que representa o Estado e não apenas um grupo, e também de quem acaba de receber mais de 3 milhões de votos e carrega a responsabilidade de representá-los. Os eleitores esperam debate de ideias, e não troca de insultos em aeroporto.

Com informações de Revista Oeste.

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