A guerra da propaganda volta ao ar. Nesta sexta-feira, 9, recomeça no rádio e na TV o horário eleitoral gratuito do segundo turno da disputa presidencial. De um lado, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Do outro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O veredito das urnas vem em 25 de outubro, e agora cada minuto de tela conta.
Palco igual, sem desculpas
Pelas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no segundo turno o tempo é dividido igualmente entre os dois candidatos. Não há vantagem de coligação nem de tamanho de bancada. Cada um terá a mesma chance de convencer o eleitor que ainda hesita.
Os programas em rede serão exibidos de segunda a sábado, em blocos de dez minutos. No rádio, vão ao ar às 7h e às 12h. Na TV, às 13h e às 20h30. Em cada bloco, cinco minutos são do PL e cinco da coligação Brasil Pronto Pra Mais, que reúne PDT, PSB, a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e a Federação Psol-Rede.
Inserções: 25 flechadas de 30 segundos
Além dos blocos, cada campanha tem direito a 25 inserções de 30 segundos nos intervalos da programação. Somam 12 minutos e 30 segundos para o PL e outros 12 minutos e 30 segundos para a coligação de Lula. A propaganda corre até o dia 23, antevéspera da votação.
Flávio abre a fila
A lei determina que a exibição seja alternada e comece pelo candidato mais votado no primeiro turno. Esse candidato é Flávio, que teve 56,1 milhões de votos (47,03% dos válidos). Lula somou 53,8 milhões (45,16%). A diferença é curta, e a propaganda pode ser decisiva para quem busca o voto que falta.
Nos estados, outra batalha
O horário gratuito também vale para os governadores nos locais com segundo turno. Só cinco estados e o Distrito Federal terão a disputa. No rádio, os blocos vão ao ar das 7h10 às 7h20 e das 12h10 às 12h20. Na TV, das 13h10 às 13h20 e das 20h40 às 20h50. São dez minutos por bloco, cinco para cada candidato. Há ainda 25 minutos diários de inserções, de segunda a domingo, com 12 minutos e 30 segundos para cada lado, em peças de 30 ou 60 segundos.
Os confrontos estaduais são estes:
- Espírito Santo: Lorenzo Pazolini (Republicanos) x Ricardo Ferraço (MDB)
- Amazonas: Omar Aziz (PSD) x Professora Maria do Carmo (PL)
- Rio Grande do Norte: Allyson (União Brasil) x Cadu de Lula (PT)
- Acre: Mailza Assis (Progressistas) x Alan Rick (Republicanos)
- Tocantins: Professora Dorinha (União Brasil) x Vicentinho Júnior (PSDB)
- Distrito Federal: Celina Leão (Progressistas) x Leandro Grass (PT)
O que vem agora
Com tempo idêntico e menos de três semanas até a votação, a diferença deve vir do conteúdo e da capacidade de cada campanha de falar ao eleitor indeciso. A largada é nesta sexta, e a reta final começa na tela da sala.
Análise do Giro
Tempo igual é o cenário mais justo para o eleitor comparar propostas sem o peso de máquinas partidárias. Se o horário gratuito servir para debater economia, segurança e liberdade, com menos impostos e mais respeito à família, quem ganha é a democracia. A campanha que falar com clareza e sem esconder o jogo tende a sair na frente.
Com informações de Revista Oeste.



