Uma brincadeira de adolescentes terminou em tragédia em Chapecó, Santa Catarina. Um garoto de 13 anos pegou a pistola do pai, guardada no quarto da casa, e atirou na cabeça de um amigo. A vítima, também adolescente, foi socorrida em estado grave e levada de helicóptero ao Hospital Regional do Oeste.
“Achei que estava vazia”: o erro que quase custou uma vida
Segundo o relato, o menino apontou a arma para o colega, que estava na janela, com a intenção de dar um susto. Antes disso, ele havia retirado o carregador e acreditou que a pistola estava descarregada.
Não estava. Uma bala continuava na câmara. Ao apertar o gatilho, o tiro saiu. O projétil entrou acima do olho do adolescente e atravessou a cabeça, saindo pela nuca.
Corrida contra o tempo na cena do disparo
Quando os paramédicos chegaram, encontraram um quadro dramático: hemorragia intensa, choque hipovolêmico e queda do nível de consciência. A equipe fez intubação para garantir a respiração e iniciou transfusão de sangue ainda no local do acidente.
Em seguida, o adolescente foi transportado de helicóptero ao hospital. O estado de saúde dele será monitorado pela equipe médica especializada.
Pai foi levado à delegacia
A polícia concentrou a atenção na forma como a arma era guardada. A pistola estava em um guarda-roupa, acessível a menores de idade. No mesmo local, os policiais encontraram ainda uma segunda arma e quase 250 munições.
O pai, de 52 anos, foi levado à delegacia por omissão de cautela. Esse é o enquadramento de quem deixa uma arma ao alcance de menor sem vigilância adequada. As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do disparo e possíveis falhas na guarda do armamento.
O que vem agora
O foco imediato é a recuperação do adolescente ferido, cujo quadro segue sob acompanhamento médico. Em paralelo, a apuração policial deve definir a situação do pai e como ficam as armas encontradas na casa.
Análise do Giro
O caso mostra que o risco não está só no objeto, mas na falta de cuidado de quem o guarda. Quem opta por ter uma arma em casa assume a responsabilidade integral de mantê-la trancada, descarregada e fora do alcance de crianças e adolescentes. Um erro como esse pode marcar duas famílias para sempre. A defesa da liberdade anda junto com o dever de responder pelas próprias escolhas.
Com informações de Topic News.



