Uma sexta-feira de tragédia no ar. Minas Gerais registrou dois acidentes aéreos em poucas horas, e quatro pessoas morreram. Um monomotor caiu em Belo Horizonte, nos fundos da Estação São Gabriel do metrô. Horas depois, um avião da Polícia Militar caiu perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Os dois pontos ficam a cerca de 200 quilômetros um do outro.
Monomotor despenca sobre área de manutenção do metrô
O primeiro desastre foi à tarde. O monomotor havia decolado do Aeroporto da Pampulha e caiu na região Nordeste da capital mineira. A aeronave atingiu estruturas do galpão de manutenção do Metrô BH e danificou a fiação elétrica do local.
O piloto, único ocupante, morreu carbonizado.
A Anac informou que a certificação do avião era válida até outubro de 2027 e que ele só podia ser usado de forma privada, sem autorização para atividades comerciais. O Cenipa foi acionado para investigar as causas.
Avião da PM some dos radares e termina em tragédia
Horas depois veio o segundo golpe. O bimotor Beechcraft Super King Air 300, prefixo PP-EJO, da frota da Polícia Militar de Minas Gerais, caiu perto do Aeroporto Regional do Vale do Aço, em Santana do Paraíso. Fazia um voo de recheque quando desapareceu dos radares.
Os três ocupantes, integrantes do Comando de Aviação do Estado, morreram.
A aeronave foi fabricada em 1986 e era usada em várias operações da corporação, incluindo o transporte de órgãos para transplantes. A documentação estava válida até abril de 2027.
A pergunta que ninguém consegue responder ainda
As causas dos dois acidentes são desconhecidas. Órgãos federais e estaduais vão investigar os dois casos. A proximidade no tempo entre as quedas, porém, reacendeu o debate sobre manutenção, procedimentos operacionais e segurança das frotas aéreas públicas e privadas no estado.
Por ora, não há conclusão oficial que ligue um acidente ao outro, nem que aponte falha humana ou mecânica em qualquer deles. O que existe são quatro mortes, uma estrutura do metrô atingida e a cobrança por respostas.
O que vem agora
As investigações são o próximo passo. Os laudos devem esclarecer o que aconteceu com o monomotor e com o avião da PM. Também podem mostrar se há algo a corrigir na segurança do setor.
Análise do Giro
Antes de qualquer conclusão, o respeito às famílias das vítimas e a espera pelas perícias. Mas, quando a aeronave é pública, bancada pelo contribuinte e usada em missões como o transporte de órgãos, a sociedade tem o direito de saber, com transparência e prazo, o que aconteceu. Quem paga a conta merece investigações sérias e informação clara, sem esconder o resultado debaixo do tapete.
Com informações de Topic News.



