A tensão chegou a um ponto em que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, decidiu chamar os dois lados para conversar. Ele marcou para esta terça-feira (13/10) uma reunião com as equipes de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. O segundo turno será em 25 de outubro.
Uma reunião para “manter a serenidade”
O encontro vem em meio a diversos processos na Justiça Eleitoral, às vésperas da votação. Segundo a fonte, os pedidos feitos ao tribunal envolvem a campanha dos candidatos. A reunião será uma tentativa de manter a serenidade na fase final da disputa.
Quando o presidente da Corte precisa convocar as duas campanhas para pedir calma, fica claro que o clima esquentou. E a pressão não vem de um lado só: vem de uma enxurrada de ações que desaguaram no TSE em plena reta final.
O impasse do canal que racha o tribunal
O pano de fundo é uma divergência dentro do próprio TSE. Nunes Marques pediu que um canal de comunicação fosse desativado. O corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva, porém, decidiu pela reativação do canal.
O assunto agora aguarda uma decisão de Nunes Marques para ser pautado no plenário da Corte. Ou seja: o tema segue em aberto e deve ser decidido pelos ministros.
Desinformação também está na mesa
Na segunda-feira (12/10), um dia antes do encontro, o presidente do TSE solicitou informações sobre o enfrentamento à desinformação. O pedido indica que o tema pesa na pauta do tribunal nesta fase da campanha, embora a fonte não detalhe a quem ele fez a solicitação nem o que será cobrado.
O que vem por aí
Falta saber o que sairá da conversa de terça. A fonte não informa quem participará pelas campanhas nem se haverá compromissos formais. O que está definido é o calendário: o plenário pode ser chamado a decidir sobre o canal, e a votação final se aproxima.
A reunião pode amenizar o clima ou ser só mais um capítulo de uma campanha que já chega ao tribunal quase todos os dias. A resposta virá nos próximos dias, com o relógio correndo até 25 de outubro.
Análise do Giro
Quando o árbitro precisa chamar os times para pedir calma a 12 dias da decisão, o recado ao eleitor é claro: a disputa está tão judicializada que a Justiça virou protagonista. Defendemos regras claras, tratamento igual para todos e respeito à liberdade de expressão, sem decisões que pareçam favorecer um lado. A reunião será bem-vinda se garantir isso, e o debate público só tem a ganhar com um tribunal que seja visto como imparcial.
Com informações de Metrópoles Eleições.



