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Política

Regina Duarte reage a cartaz tomado por adesivos do PT e faz o 22: “Me obrigaram”

Atriz quebra o silêncio na campanha, posa com o número do PL ao lado de cartaz da peça coberto por adesivos petistas e provoca: “Abusados, não?!”

Regina Duarte reage a cartaz tomado por adesivos do PT e faz o 22: “Me obrigaram”
Foto: Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) / Public domain (Regina Duarte)

O silêncio durou até a madrugada desta segunda-feira (12). A atriz Regina Duarte publicou no Instagram uma foto ao lado do cartaz da sua peça de teatro, em São Paulo, com o rosto coberto por adesivos do PT. Fez com as mãos o número 22, associado ao PL. Foi a primeira manifestação política dela nesta campanha eleitoral.

A reação veio com ironia, e o recado foi direto.

“Abusados, não?!”: a legenda que viralizou nos bastidores

“Olha só o que fizeram na foto/ cartaz que estava na rua do meu espetáculo”, escreveu Regina na legenda. Em seguida, completou em tom de provocação: “Abusados, não?! Dá bem pra ver que me obrigaram a fazer o 22!”.

O material de divulgação fica na fachada do Teatro BDO Jaraguá, na região central de São Paulo. Lá, Regina divide o palco com a filha, Gabriela Duarte, no espetáculo A Filha Da…. A fonte não informa quem colou os adesivos.

O dia seguinte ao ato petista na Paulista

O momento chama atenção. A publicação saiu um dia depois de uma manifestação ligada ao PT na Avenida Paulista. O ato aconteceu a poucos quilômetros do teatro onde a atriz está em cartaz.

Até então, Regina não havia feito nenhuma declaração pública sobre política nesta eleição. Ela escolheu falar com bom humor e um gesto com as mãos.

Uma trajetória que nunca foi neutra

Regina Duarte tem histórico de posições públicas. Em 2002, na disputa presidencial, afirmou sentir “medo” diante da possibilidade de Luiz Inácio Lula da Silva vencer a eleição. Duas décadas depois, voltou a mencionar a declaração.

Em 2018, declarou apoio à candidatura de Jair Bolsonaro e participou de ações de campanha. Em janeiro de 2020, aceitou o convite para assumir a Secretaria Especial da Cultura, no lugar de Roberto Alvim.

A passagem pelo cargo foi curta. Em 20 de maio daquele ano, ela anunciou a saída, após divergências sobre nomeações e críticas à sua atuação em Brasília. Seu nome chegou a ser anunciado para dirigir a Cinemateca Brasileira, mas ela não assumiu a função. Em 2023, disse que se arrependeu de ter aceitado o convite, alegando que não estava suficientemente preparada.

A ida ao governo também encerrou uma relação profissional de cerca de 50 anos com a TV Globo. Desde a saída da emissora, ela está afastada das produções de televisão e dedica parte do tempo às artes plásticas.

Depois da provocação, a gata Nini

Passada a postagem política, Regina mudou o tom no Instagram. Nos Stories, compartilhou uma foto da gata Nini com a música “A Cara do Brasil”, na voz de Ney Matogrosso.

O que vem agora

Falta saber se o gesto foi um episódio isolado ou o começo de uma participação mais ativa de Regina na reta final da campanha. A peça segue em cartaz no centro paulistano, e o cartaz, com ou sem adesivos, já virou assunto nas redes.

Análise do Giro

Sem entrar na autoria dos adesivos, que a fonte não identifica, o episódio mostra que a polarização chegou até a fachada de um teatro. Regina Duarte respondeu com humor e liberdade de expressão, sem agressão, e lembrou que artista também tem lado e direito de declará-lo. Em tempos de cobrança por unanimidade no meio cultural, quem se posiciona abertamente merece, no mínimo, respeito pelo debate democrático.

Com informações de Bacci Política.

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