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Paes recorre ao STF para tentar levar eleição do Rio ao segundo turno

Candidato do PSD pede liminar ao Supremo contra decisão do TSE que anulou 274 mil votos de Garotinho e deu a Douglas Ruas (PL) a vitória no primeiro turno.

Paes recorre ao STF para tentar levar eleição do Rio ao segundo turno
Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 2.0 (Eduardo Paes)

O candidato Eduardo Paes (PSD) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou 274 mil votos de Anthony Garotinho e declarou Douglas Ruas (PL) vencedor, já no primeiro turno, da eleição para o governo do Rio de Janeiro. Paes tenta manter o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O que decidiu o TSE

O TSE invalidou os votos dados a Garotinho por causa de uma condenação por improbidade administrativa. Com a retirada desses votos do cálculo, Ruas chegou a 50,9% dos votos válidos. É percentual suficiente para vencer sem a necessidade de uma segunda etapa.

Na contagem inicial, Paes tinha obtido 42,76% dos votos.

O pedido da coligação de Paes

A coligação do pessedista pede ao Supremo uma medida liminar. O argumento é que a exclusão dos votos desrespeita a vontade popular expressa nas urnas. O objetivo imediato é frear a proclamação oficial do resultado.

Em nota, a equipe de Paes afirmou: “A coligação entrará com pedido de medida cautelar para garantir a realização do segundo turno”.

O que acontece agora

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) aguarda a notificação oficial do TSE para homologar o novo resultado. A vitória de Ruas no primeiro turno depende, portanto, apenas dessa homologação regional.

Enquanto o STF não se pronuncia, o segundo turno permanece no calendário para 25 de outubro.

A decisão do Supremo sobre a cautelar será determinante:

  • se a liminar for concedida, a possibilidade de segundo turno é mantida;
  • se for negada, a vitória de Ruas fica consolidada na primeira etapa, e a disputa no estado se encerra.

Análise do Giro

Em qualquer eleição, o ideal é que as regras sejam claras antes do voto, para que o eleitor saiba o que está de fato escolhendo. O caso do Rio mostra como a insegurança jurídica pode abalar a confiança no processo. Cabe ao STF decidir com rapidez e fundamentação sólida, e a todos os lados, respeitar o resultado final, seja ele qual for.

Com informações de Topic News.

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