O palanque de Lula na Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo (11), teve uma cara bem definida: a do Nordeste. Governadores e senadores eleitos na região ocuparam o palco, falaram ao microfone e viraram os protagonistas do ato. Segundo o Jornal da Cidade Online, foi só ali que o PT conseguiu vencer eleições.
Quem subiu no palco com Lula
Estavam ao lado do petista o governador reeleito do Ceará, Elmano de Freitas, o do Piauí, Rafael Fonteles, e o da Bahia, Jerônimo Rodrigues. Também compareceu Rui Costa, eleito senador pela Bahia.
Segundo o relato, eles não ficaram só na foto. Estrelaram a manifestação paulista e passaram a ter voz ativa na condução da campanha de Lula, com diversos conselhos ao candidato.
A cadeira vazia de Jaques Wagner
Quem não apareceu foi Jaques Wagner, também eleito senador pela Bahia. Foi o único do grupo baiano a ficar de fora do ato. A fonte não informa o motivo da ausência.
Um palanque, um mapa
A cena chama atenção por um motivo simples: a manifestação aconteceu em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, e quem dominou o palco veio de outra região. Para o Jornal da Cidade Online, o desenho do evento mostra um PT forte no Nordeste e com desempenho fraco nas demais regiões do Brasil.
Os governadores nordestinos, que tinham em casa a própria base e os próprios votos, foram levados à Paulista para dar fôlego a um candidato que precisa de apoio fora dali. A pergunta que fica é quanto desse prestígio regional consegue atravessar o país e chegar ao eleitor paulista.
O que vem pela frente
Com o Nordeste no comando do discurso e da estratégia, a campanha de Lula tende a ser cobrada sobre sua capacidade de dialogar com o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste. Os próximos atos e as próximas pesquisas dirão se o palanque da Paulista foi uma demonstração de força ou um sinal de dependência.
Análise do Giro
Um palanque montado em São Paulo e dominado por lideranças de outra região dá a impressão de que o PT fala cada vez mais para o seu reduto e cada vez menos para o país inteiro. O Brasil é plural, e quem quer governá-lo precisa convencer eleitores de todas as regiões, não apenas aqueles em que já tem estrutura política consolidada.
Com informações de Jornal da Cidade Online.



