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Política

Chiquini crava “isso é crime” e acusa Janones de confessar fraude na GloboNews

Ao dizer na TV que “muito mais” mensagens sumiram do “Exército do Lula”, Janones vira alvo de Chiquini, que já aciona o Ministério Público.

Chiquini crava “isso é crime” e acusa Janones de confessar fraude na GloboNews
Foto: Câmara dos Deputados do Brasil / CC BY 3.0 (André Janones)
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A entrevista de André Janones (Rede-MG) à GloboNews, que deveria ajudar a apagar o incêndio, pode ter jogado mais combustível nele. Ao comentar o caso do canal “Exército do Lula”, o deputado disse que foram apagadas mais mensagens do que se sabia, e o deputado federal eleito Jeffrey Chiquini (Novo-PR) acusou o petista aliado de confessar fraude processual ao vivo. Chiquini afirma que levará o caso ao Ministério Público.

“Muito mais” mensagens apagadas

Os números vieram da advogada da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Ela havia indicado que 499 das 1.372 mensagens foram deletadas do canal. Na GloboNews, Janones contradisse essa conta. Segundo ele, “deve ter sido muito mais, muito mais mensagens apagadas”.

Janones confirmou ter apagado cerca de 500 mensagens, mas nega que o canal tenha disseminado desinformação. A declaração sobre o volume maior, porém, foi o que acendeu a reação.

Chiquini fala em “ludibriar a investigação”

Para Chiquini, a fala equivale a uma confissão. O deputado eleito citou o artigo 347 do Código Penal, que pune quem altera o estado de coisas durante um processo para enganar juiz ou perito. Segundo ele, Janones apagou o conteúdo “para ludibriar a investigação” depois que o presidente do TSE, Nunes Marques, pediu análise técnica do canal.

Chiquini publicou o trecho nas redes, em vídeo reproduzido pelo Jornal da Cidade Online, com a frase: “Isso é crime”.

O acordo de 2025 volta à cena

Chiquini também lembrou que Janones firmou em 2025 um acordo de não persecução penal, homologado pelo ministro Luiz Fux, do STF. Nesse acordo, o deputado admitiu “rachadinha” em seu gabinete. Para Chiquini, isso inviabilizaria um novo processamento. É a leitura dele, não uma decisão da Justiça.

O que vem agora

Chiquini disse estar pedindo ao Ministério Público que apure o caso. Resta saber se o órgão vai agir e como o TSE vai tratar a declaração do deputado, já que a análise técnica do canal foi pedida por Nunes Marques. Janones sustenta que o conteúdo não espalhou desinformação, e o que de fato foi apagado deve ser esclarecido no processo.

Análise do Giro

A fala de Janones criou um problema para ele mesmo. Ele admite ter apagado cerca de 500 mensagens, mas também diz que foram “muito mais”, e essa diferença precisa ser explicada com transparência, sobretudo com a Justiça Eleitoral analisando o canal a poucos dias do segundo turno. Cabe às instituições, não a políticos nem a portais, dizer se houve ou não ilícito, mas o eleitor tem o direito de exigir números claros e uma versão que não mude de uma entrevista para outra.

Com informações de Topic News.

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