Em plena reta final do segundo turno, Lula recebeu um reforço de fora do país. O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, declarou apoio ao petista em publicação no X nesta quarta-feira (14/10). O gesto chega com o presidente atrás nas urnas: Lula ficou em segundo lugar no primeiro turno, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou na liderança.
O que Sánchez escreveu
Na mensagem, o líder espanhol afirmou que “Lula representa um Brasil que luta contra a injustiça e a desigualdade, que amplia direitos e que defende a democracia frente ao autoritarismo”. Sánchez completou: “Esse Brasil merece seguir avançando rumo a um futuro de esperança e progresso. Por isso, todo o nosso apoio a @LulaOficial. Força!”.
O texto não cita adversários nem detalha o que seria o “autoritarismo” mencionado. Fica no discurso genérico, o mesmo tom usado pelo campo petista ao longo da campanha.
Os números que pesam mais
Quem vota, porém, é o brasileiro. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos, ou 56.104.503 votos. Lula somou 45,16%, ou 53.879.538 votos. São mais de 2,2 milhões de votos de diferença a favor do senador do PL, e é essa distância que o presidente precisa reverter em poucos dias.
A vitória na Espanha e o tamanho real dela
O petista foi o mais votado entre os brasileiros que votaram na Espanha no primeiro turno: 7.063 votos, contra 3.297 de Flávio. Lula também venceu no exterior em outros países europeus, como Alemanha, França e Irlanda. Mas o voto lá fora é uma fração pequena do eleitorado. Nos Estados Unidos e no Japão, o candidato do PL superou o petista.
Ou seja, o apoio de um governante europeu pode render manchete e compartilhamento, mas não muda a conta que decide a eleição. Essa conta está nas ruas, no Nordeste, no Sudeste, no interior, entre os eleitores que vão às urnas no Brasil.
O que vem agora
A tendência é que a campanha petista explore o endosso nas redes como sinal de prestígio internacional. Resta saber se o gesto convence o eleitor que decide o resultado, ou se reforça a leitura de que Lula precisa de aliados estrangeiros enquanto corre atrás no placar interno. A resposta vem na urna, e o prazo está acabando.
Análise do Giro
Apoio de líder estrangeiro não vota, não paga a conta de luz nem enche o prato do brasileiro. Chama atenção que o petista, com o desempenho do primeiro turno, comemore aplausos de Madri em vez de falar do que o eleitor cobra em casa. O Brasil escolhe seu presidente pelo voto dos brasileiros, e é essa a única chancela que conta.
Com informações de Metrópoles Eleições.



