Antes mesmo de tomar posse, a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) já tem um problema na Justiça. O juiz Orlando Israel de Souza, da comarca de Divinópolis, acolheu uma notícia-crime e mandou abrir inquérito na Polícia Federal para apurar publicações da petista sobre Nossa Senhora Aparecida, feitas em plena campanha eleitoral.
A frase que levou a petista ao inquérito
A notícia-crime foi apresentada pela equipe jurídica de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Segundo a representação, Ana Elisa publicou nas redes sociais, nos dias 24 de setembro e 8 de outubro, que “bolsonaristas estão tentando retirar o título de padroeira do Brasil da Nossa Senhora Aparecida”.
Para a campanha de Flávio, o conteúdo é falso. A acusação sustenta que a divulgação de desinformação em período eleitoral caracterizaria crime eleitoral. É essa a tese que agora será examinada pela polícia. Vale lembrar que se trata de uma investigação: não há condenação nem decisão final sobre o mérito.
Ministério Público concordou
Antes de decidir, o magistrado ouviu o Ministério Público Eleitoral. O órgão concordou que há elementos suficientes para abrir a apuração formal. Com esse aval, o juiz determinou o envio do caso à Polícia Federal em Divinópolis, que deverá instaurar o inquérito.
A decisão também mira a plataforma. O juiz ordenou que a rede social X preserve os registros digitais das publicações citadas na denúncia. A medida garante que o material não desapareça enquanto a investigação avança.
O que está em jogo
O caso mexe com um tema sensível para milhões de brasileiros: a fé católica e a devoção à padroeira do país. Segundo a denúncia, a deputada atribuiu a adversários uma tentativa de mexer com um símbolo religioso, e é justamente isso que a campanha de Flávio contesta. O material de origem não traz a versão de Ana Elisa nem informa se ela já se manifestou sobre o inquérito.
Os próximos passos são a instauração formal do inquérito pela PF em Divinópolis e a análise dos registros que o X deverá preservar. Só depois disso se saberá se o caso avança ou é arquivado.
Análise do Giro
Religião não pode virar munição de campanha com base em acusações sem prova. Se a Justiça concluir que o conteúdo era falso, ficará a lição de que atribuir a adversários um ataque à fé dos brasileiros tem custo. Ao mesmo tempo, a petista tem direito à ampla defesa e ao devido processo. Cabe à investigação esclarecer os fatos, e ao eleitor, cobrar responsabilidade de quem vai exercer mandato em Brasília.
Com informações de Topic News.



