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Política

Boulos e Vorcaro: mensagens revelam jantar agendado em 2024; Warde diz que não houve

Conversas reveladas pelo site de Claudio Dantas mostram o advogado Walfrido Warde tentando juntar Guilherme Boulos e o dono do Master. O encontro, segundo ele, não aconteceu.

Boulos e Vorcaro: mensagens revelam jantar agendado em 2024; Warde diz que não houve
Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados / CC BY 3.0 (Guilherme Boulos)

Um jantar entre Guilherme Boulos (PSOL) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, chegou a ser marcado em 2024. A informação veio de mensagens divulgadas pelo site do jornalista Claudio Dantas. O organizador do encontro, o advogado Walfrido Warde, afirma que o jantar “não aconteceu”.

O pedido: “trava dia 8”

Na época, Boulos era deputado federal e candidato à Prefeitura de São Paulo. Warde, segundo o material, atuava como intermediário na organização de reuniões do ex-banqueiro.

As mensagens mostram que ele tentava, desde março daquele ano, aproximar os dois. O jantar foi agendado para 8 de abril.

“Meu irmão, trava dia 8 para jantarmos com o Boulos em casa. Por favor. Se não puder ou não quiser, eu dou uma desculpa”, escreveu Warde a Vorcaro.

A resposta do dono do Master foi curta: “Jantar dia 8? Ok”.

A versão de Warde

Procurado pelo site, Warde disse que o jantar “não aconteceu” e que Boulos e Vorcaro “nunca se encontraram”. Ou seja, as mensagens provam que houve a tentativa e o agendamento. Quanto ao encontro em si, só se tem a palavra do advogado.

O material de origem não traz manifestação de Boulos sobre as mensagens, nem detalha o que seria tratado no jantar ou por que Warde insistia tanto no encontro.

O que vem por aí

O episódio entra num caso que já mobiliza o noticiário político. Restam perguntas sem resposta: o que motivou o convite, quem mais sabia da articulação e se Boulos tinha conhecimento do agendamento. Uma manifestação do próprio deputado ajudaria a esclarecer. O jantar, pelo que se informa, nunca ocorreu, mas a conversa que o marcou já circula.

Análise do Giro

Um pedido de “trava a data” e um “ok” de resposta não provam encontro nem irregularidade, e o próprio intermediário nega que o jantar tenha acontecido. Mesmo assim, quando um nome do PSOL em plena campanha à maior prefeitura do país aparece em conversas de bastidor com o dono de um banco hoje no centro de uma crise, o eleitor tem o direito de receber explicações claras. A transparência é o melhor remédio contra suspeitas.

Com informações de Jornal da Cidade Online.

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