O Brasil vai decidir a Presidência no dia 25 de outubro, e o mapa do primeiro turno mostra quem saiu na frente. Flávio Bolsonaro (PL) terminou com 47,03% dos votos válidos e venceu em 15 unidades da federação. Lula (PT) ficou com 45,16% e levou 12 estados. A diferença é de menos de dois pontos percentuais.
Um país cortado ao meio
Os números mostram duas regiões eleitorais bem distintas. Flávio venceu em 14 estados e no Distrito Federal, com força no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste. Lula manteve o controle do Nordeste e de parte do Norte.
O petista teve vitórias folgadas na Bahia, no Ceará e no Maranhão. Flávio mostrou força em estados estratégicos como Paraná, Santa Catarina e Rondônia.
Os extremos: 71% de um lado, 71% do outro
O melhor resultado de Flávio foi em Roraima, com 71,06% dos votos válidos. O de Lula veio no Piauí, com 70,99%. Os dois maiores resultados ficaram praticamente empatados, o que mostra o tamanho da polarização.
No outro extremo está o Amapá, onde a disputa foi decidida por apenas 0,04 ponto percentual. É a margem mais apertada do país.
Minas e Tocantins mudaram de lado
Em relação a 2022, Minas Gerais e Tocantins inverteram o posicionamento eleitoral, segundo o levantamento. O material de origem não detalha o sentido da mudança em cada estado. O dado indica que o mapa de 2022 não se repetiu e que o segundo turno começa com cenário diferente.
O que vem pela frente
Serão duas semanas de campanha intensa nos estados que ainda podem mudar o resultado. Flávio precisa consolidar a vantagem no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste. Lula depende de uma mobilização enorme no Nordeste para compensar o que perdeu nas outras regiões. A tendência é de uma disputa voto a voto, com os dois lados tentando ampliar o comparecimento.
Análise do Giro
O primeiro turno entregou a Flávio Bolsonaro a liderança nacional, a maior parte dos estados e o aval de regiões que concentram boa parte da produção do país. Para Lula, sobra a tarefa de transformar a fortaleza nordestina em votos suficientes, sem poder tratar a eleição como ganha. A vantagem é curta, mas o recado das urnas pede um debate sobre economia, liberdade e o peso do Estado no bolso do cidadão.
Com informações de Topic News.



