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Política

Colunista da Oeste: Lula fez campanha ‘desastrosa’ e 2º turno pode coroar Flávio

Uma semana após o 1º turno, análise na Revista Oeste aponta o que deu certo e o que ruiu em Flávio e Lula, e diz que o eleitor com Google pode virar o jogo.

Colunista da Oeste: Lula fez campanha 'desastrosa' e 2º turno pode coroar Flávio
Foto: Agência Senado / Attribution (Flávio Bolsonaro)

Passada quase uma semana do primeiro turno, o balanço das campanhas de Flávio Bolsonaro e de Lula começa a ganhar forma. Em coluna publicada na Revista Oeste, o analista Pedro Henrique Alves faz um diagnóstico duro: para ele, o petista conduziu uma campanha “completamente desastrosa”, e o segundo turno pode favorecer o candidato do PL. Trata-se de uma opinião do colunista, não de um fato apurado.

O erro de Flávio, segundo a coluna

O texto não poupa o candidato do PL. Segundo o autor, Flávio não conseguiu reunir Caiado e Zema numa frente única da direita já no primeiro turno. Alves afirma que, havia pelo menos quatro semanas, era evidente que nenhuma terceira via chegaria a 5% dos votos válidos. A soma dos votos dos dois, argumenta, poderia ter encerrado a disputa naquela etapa. Ele atribui o problema à falta de diálogo ou de poder de convencimento do candidato.

O que funcionou: o Supremo no centro do palanque

Por outro lado, o colunista diz que Flávio e seus estrategistas foram eficazes ao explorar o que chama de ações ditatoriais do STF para atrair eleitores independentes. Na avaliação dele, o cancelamento do debate da Globo ajudou a firmar a ideia de que Moraes, Dino e Mendes seriam “capangas togados” de Lula. Também teria colado a imagem de Lula como o “próprio sistema”, associado a dívidas e demagogia social.

Alves liga esse discurso à eleição de maiorias conservadoras no Senado e na Câmara e de governadores de direita em Estados-chave.

A campanha de Lula na berlinda

Do lado petista, o colunista diz ser difícil encontrar um acerto. Para ele, Lula não conseguiu se desvincular do STF, não montou cabos eleitorais nas regiões de maior peso eleitoral, não se empenhou em formar base nas casas legislativas e nos governos estaduais e apostou num modelo populista “dos anos 1990”. Cita ainda os aumentos de última hora no Bolsa Família.

O autor reconhece que Lula teve um sucesso inicial com as mensagens vazadas que colocaram Flávio e Vorcaro como amigos próximos, com o banqueiro como um dos financiadores do filme sobre Jair Bolsonaro. Mas afirma que a revelação feita pela Veja “ontem” enterrou de vez a narrativa de paridade moral entre Moraes e Flávio.

Janones, Janja e o eleitor que consulta o Google

O título da coluna resume a tese: o eleitor também usa o Google. Segundo Alves, o que restou a Lula no segundo turno foi o que ele chama de “terrorismo de desinformação”. Cita como exemplos a ideia de que Flávio acabaria com o Bolsa Família e a comparação com Hitler e Mussolini no Japão, que ele atribui à campanha adversária. Menciona também a medida de zerar impostos federais sobre combustível, que, nas contas do colunista, geraria dívida bruta de R$ 2,8 bilhões por mês para a União.

Para o autor, o eleitorado ainda disposto a mudar de lado é o mais crítico e tende a rejeitar o que considera discurso apocalíptico. Ele sustenta que, com ferramentas como ChatGPT e Gemini, checar dados ficou fácil. E avalia que, desta vez, o TSE não parece tão disposto a censurar o que chama de “verdades incômodas”, como fez em 2022.

O próximo capítulo está nas ruas, na TV e nas redes: o segundo turno vai medir se a leitura do colunista se confirma nas urnas.

Análise do Giro

A coluna é opinião, mas toca num ponto que os números das próximas semanas vão testar: o eleitor flutuante, cada vez mais informado, tende a punir promessa de última hora e a recompensar quem mostra coerência. Para Flávio, o recado é duplo: o discurso de liberdade e de limites ao poder dos tribunais rende voto, mas a construção de pontes na direita não pode ficar para depois. Quanto a Lula, o desafio é explicar ao contribuinte quem paga a conta das medidas anunciadas às pressas.

Com informações de Revista Oeste.

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