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Eleições

Flávio aciona o TSE e pede cassação da chapa Lula-Alckmin por rede de perfis

Ação aponta 218 posts falsos ou descontextualizados, 11,6 milhões de views em 62 horas e pede inelegibilidade de oito anos. O TSE agora decide.

Flávio aciona o TSE e pede cassação da chapa Lula-Alckmin por rede de perfis
Foto: Agência Senado / Attribution (Flávio Bolsonaro)

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) levou a disputa presidencial para dentro do Tribunal Superior Eleitoral. Os advogados do candidato pediram a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin. Eles acusam uma rede de perfis no Instagram de espalhar conteúdo falso contra Flávio logo depois do primeiro turno. O pedido chega no momento mais sensível da campanha, entre as duas votações.

Os números que sustentam a acusação

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) afirma que 218 publicações foram classificadas como falsas ou descontextualizadas. Juntas, teriam somado 11,6 milhões de visualizações em cerca de 62 horas.

O levantamento é bem mais amplo. Ele analisou 2.856 publicações de 146 perfis, entre 5 e 7 de outubro.

A representação chama o episódio de “o maior registro de abuso de poder já ocorrido na história democrática do Brasil”.

A “teia” que a campanha diz ter mapeado

Segundo o material apresentado ao TSE, 74% das postagens usaram o recurso de coautoria entre contas diferentes do Instagram. A rede mapeada teria 1.525 contas, ligadas por 5.882 conexões e distribuídas em 16 comunidades.

A ação cita nominalmente dois políticos, Thiago Resiste e Leonel Radde. Para eles, porém, a campanha pede apenas monitoramento, e não bloqueio.

O que Flávio quer que o TSE faça

O pedido tem duas frentes. A primeira é imediata: a suspensão temporária de 32 perfis até o fim do segundo turno. A segunda é no mérito: cassação do registro e inelegibilidade por oito anos.

A campanha também solicita:

  • o impedimento do recurso de coautoria entre os perfis listados;
  • a remoção de 221 publicações em até 24 horas;
  • a proibição de divulgar as narrativas contestadas, com ressalva para crítica e opinião legítima;
  • multa de R$ 100 mil por hora para as plataformas e de R$ 50 mil por publicação para os responsáveis.

A defesa de Flávio afirma que a medida não deve atingir a crítica, a opinião e a divulgação de fatos verdadeiros.

O que vem agora

Cabe ao TSE avaliar duas questões. A primeira é se há comprovação técnica de coordenação entre as contas. A segunda é se os conteúdos configuram abuso de poder eleitoral ou exercício legítimo da liberdade de expressão política. O tema divide a jurisprudência. Qualquer decisão sobre a suspensão dos perfis precisa sair rápido para ter efeito antes do segundo turno.

Análise do Giro

Combater a desinformação é legítimo, mas num país onde a liberdade de expressão já é alvo de tantas disputas, o TSE precisa de provas técnicas sólidas antes de suspender perfis ou punir candidatos. A própria campanha de Flávio reconhece o limite ao ressalvar a crítica e a opinião. Uma decisão bem fundamentada vale mais que uma decisão rápida, e o eleitor merece uma disputa decidida nas urnas, com transparência e sem censura prévia.

Com informações de Topic News.

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