Flávio Bolsonaro não quer saber de comemorar antes da hora. Na reta final do segundo turno, o senador e candidato à Presidência monta uma maratona de viagens com três paradas no radar: Tocantins, Salvador e Porto Alegre. O recado é claro: a campanha vai buscar voto até nos lugares onde Lula se saiu melhor no primeiro turno.
Salvador e Porto Alegre: o desafio fora de casa
A estratégia da equipe de Flávio parte de um mapeamento direto. Grandes cidades e centros urbanos em que Lula teve desempenho superior no primeiro turno viraram territórios prioritários para ampliar a votação na etapa decisiva.
As agendas já estão confirmadas. Na quarta-feira (14 de outubro), Flávio participa de um evento em Porto Alegre. No sábado (17 de outubro), é a vez de Salvador.
Tocantins: de fora do roteiro a prioridade
O Tocantins não entrou no itinerário de Flávio no primeiro turno. Mesmo assim, o candidato terminou lá com 50,44% dos votos, contra 43,42% de Lula. Agora, aliados passaram a ver o estado como território importante para consolidar a votação.
A vantagem, no entanto, não embalou a campanha num clima de já ganhou. Segundo o material de origem, a equipe quer conquistar novos eleitores e evitar um possível excesso de confiança.
Um segundo turno local com reviravolta de apoios
O Tocantins também terá segundo turno para governador. A professora Dorinha Seabra (União) recebeu 45,52% dos votos, e Vicentinho Júnior (PSDB) ficou com 43,94%. A diferença entre os dois é curta.
Flávio já declarou apoio a Dorinha. Vicentinho, porém, anunciou que votará no senador na disputa presidencial e mantém esse posicionamento na etapa final. Ou seja, o candidato a presidente tem apoio de um adversário da sua aliada na disputa estadual.
O que vem pela frente
Com Porto Alegre na quarta e Salvador no sábado, a campanha põe à prova a tese de que é possível crescer mesmo onde o adversário largou na frente. Falta saber como será a agenda no Tocantins e se a ofensiva em grandes centros urbanos vai mexer com os números nos últimos dias de corrida.
Análise do Giro
Ir buscar voto em casa alheia, em vez de se apoiar só na vantagem que já tem, é a atitude de quem leva o eleitor a sério e não aposta em favoritismo. Se a estratégia der certo, mostrará que o diálogo direto, de cidade em cidade, ainda pesa mais do que a máquina governista.
Com informações de Topic News.


