A reta final do segundo turno ganhou uma arma nova nas redes. O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) abriu ao público o Flaviômetro, painel digital que acompanha quanto deputados e senadores estão se mexendo em favor da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. Quem pede voto, com que frequência e em qual rede, tudo à vista do eleitor.
O que o painel mede
A plataforma analisa três coisas: a frequência das publicações, o volume de menções e os pedidos diretos de voto feitos por parlamentares na internet. Os dados são organizados todos os dias, por Estados, partidos e Casas legislativas, com foco na mobilização voluntária dos representantes.
Gayer mostrou o funcionamento da ferramenta em vídeo nas redes sociais. A ideia, segundo a fonte, nasceu de conversas entre parlamentares da bancada e a equipe do candidato, e busca dar transparência ao eleitor sobre o que os mandatos eleitos estão fazendo na reta decisiva da eleição.
“Vamos cobrar”, avisa Gayer
O recado do deputado foi direto. “O Flaviômetro fica analisando justamente quais parlamentares eleitos estão pedindo, com que frequência, em qual rede social e o ranking dos parlamentares que mais estão pedindo voto pro Flávio Bolsonaro”, declarou Gayer. E completou: “Vamos cobrar aqueles que não estão engajados, mas vamos também parabenizar aqueles que estão mais engajados.”
Ou seja: quem trabalha pela candidatura vai aparecer no topo. Quem ficar calado também vai aparecer.
Campanha pisa no freio do tom
Apesar do apelo à cobrança, a coordenação da campanha e dirigentes aliados tratam os números com serenidade. O objetivo é preservar a coesão interna. Os articuladores afastam qualquer tom inquisitorial e dizem que a meta é somar apoios, sem constranger os congressistas recém-eleitos.
A cúpula do partido reconhece que a atuação dos parlamentares varia conforme a realidade eleitoral de cada Estado. O comitê central diz priorizar a integração entre as bancadas regionais e as agendas de rua para ampliar a votação de Flávio até o fim do pleito.
O que vem agora
Com o painel no ar, a pergunta é como a bancada vai reagir ao ranking público. Os números diários dirão quem entrou de cabeça na campanha de Flávio e quem ainda ficou de fora até o encerramento da votação.
Análise do Giro
Mostrar ao eleitor quem realmente veste a camisa é um exercício de transparência que combina com a cobrança por resultados que a direita defende. Cabe, porém, ao comando da campanha manter o equilíbrio: o ranking deve servir para mobilizar e reconhecer o esforço, não para dividir uma base que precisa chegar unida ao fim do segundo turno.
Com informações de Revista Oeste.



