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Eleições

Nunes Marques suspende de novo o canal ‘Exército do Lula’ e aperta o cerco à Meta

Presidente do TSE barra atualizações do canal no WhatsApp, exige regularização e dá 24 horas para a Meta explicar como vai monitorar conteúdos.

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula. Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)
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O Exército do Lula foi calado outra vez. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, suspendeu novamente as atualizações do canal no WhatsApp, em decisão proferida nesta terça-feira (13). A ordem também impõe novas obrigações à Meta, dona da plataforma, para vigiar de perto o que circula no canal e em outros de grande alcance.

Canal só volta com a casa em ordem

A decisão condiciona o retorno do canal a duas exigências: a comunicação formal do endereço à Justiça Eleitoral e o cumprimento de normas eleitorais específicas. Enquanto isso não for feito, nada de novas publicações e nada de novos seguidores.

O canal só poderá voltar a publicar atualizações e receber seguidores depois da regularização e do respeito ao prazo de 48 horas previsto nas regras eleitorais. O texto reafirma o controle da Justiça sobre canais de comunicação usados em campanhas políticas.

A Meta entra na mira

A ordem não ficou só no canal. A Meta foi determinada a fazer um acompanhamento proativo das publicações do Exército do Lula e de outros canais de grande alcance indicados pelas campanhas.

A empresa deverá identificar e remover imediatamente conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes aos que já foram alcançados por ordens de remoção em vigor. Ou seja: não basta apagar uma publicação, é preciso caçar as cópias.

Prazo curto para dar explicações

O relógio corre contra a plataforma. A Meta tem 24 horas, a partir da notificação, para informar ao tribunal:

  • as medidas iniciais adotadas;
  • os mecanismos usados para identificar reproduções;
  • os procedimentos para evitar remoções indevidas;
  • eventuais limitações técnicas.

A decisão também manda preservar os registros necessários à fiscalização.

O que vem agora

Os próximos passos dependem de dois movimentos: a regularização do canal perante a Justiça Eleitoral e a resposta da Meta dentro das 24 horas. Se o canal voltar ao ar, passará a operar sob monitoramento reforçado, com a plataforma obrigada a mostrar ao TSE como pretende fiscalizá-lo.

Análise do Giro

Regras eleitorais valem para todos, e a exigência de que um canal de campanha com grande alcance se identifique perante a Justiça é o mínimo de transparência esperado de quem pede o voto do brasileiro. O episódio mostra a dificuldade da campanha de Lula em lidar com estruturas de mobilização que operam sem a devida regularização, a poucos dias do segundo turno. O ponto de atenção para quem defende a liberdade de expressão é que o monitoramento determinado à Meta seja aplicado com critério, e o próprio TSE mandou prever procedimentos para evitar remoções indevidas.

Com informações de Topic News.

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