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Política

PEC da Segurança de Lula volta à CCJ às 9h e governo corre contra o relógio eleitoral

Planalto quer aprovar a PEC no plenário do Senado até a próxima semana, antes do 2º turno, enquanto governadores de direita temem interferência nas polícias estaduais.

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula. Foto: Lula Oficial / CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)
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O governo Lula tem pressa. A CCJ do Senado se reúne nesta quarta-feira (14), às 9h, e a PEC da Segurança Pública é o primeiro item da pauta. A sessão pode encerrar a tramitação da proposta na comissão. O Planalto quer o texto aprovado no plenário em dois turnos até a próxima semana, antes do segundo turno da eleição presidencial.

Três destaques separam a PEC do plenário

O texto principal já passou pela CCJ em setembro. Na ocasião, a sessão foi interrompida porque o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abriu votações no plenário e suspendeu os trabalhos da comissão. Agora restam três destaques, instrumentos que permitem separar um trecho do texto e votá-lo à parte.

Vencida essa etapa, a PEC ainda precisa do apoio de pelo menos 49 senadores em dois turnos. Se os senadores alterarem o mérito do que veio da Câmara, a proposta volta para os deputados. Ou seja, o calendário apertado que o governo deseja não está garantido.

Ativo eleitoral para Lula?

A proposta foi enviada pelo governo ao Congresso em abril de 2025 e encabeça as medidas de combate ao crime organizado no plano de governo do petista. Segundo a CNN Brasil, aprová-la antes do segundo turno pode render a Lula um ativo eleitoral diante do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Há ainda uma condição que chama atenção: o governo vincula a criação do Ministério da Segurança Pública à aprovação da PEC.

O que muda no texto

A proposta reorganiza a atuação das forças de segurança e amplia a integração entre União, estados e municípios. Leva para a Constituição o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional.

O parecer do relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), manteve pontos vindos da Câmara: punição mais dura para integrantes de facções, modernização das polícias, investimentos no sistema prisional, fonte fixa de recursos para o combate ao crime e a possibilidade de prefeituras criarem polícias municipais. O relator, porém, retirou a destinação de 30% da arrecadação das bets aos fundos de segurança e penitenciário.

O ponto que racha o debate

A integração entre forças federais, como a Polícia Federal, e as polícias estaduais é um dos pontos mais controversos. Governadores de direita veem risco de interferência nas corporações locais. O governo rebate que a articulação é necessária para enfrentar as facções.

O que vem agora: a CCJ vota os destaques nesta quarta e, se o texto seguir adiante, o plenário será o próximo teste, com a exigência de 49 votos em dois turnos e o relógio eleitoral correndo.

Análise do Giro

Combater o crime organizado é prioridade de qualquer brasileiro, mas pressa em ano eleitoral e mudanças que mexem no pacto federativo pedem debate sério, não calendário de campanha. A preocupação dos governadores com a autonomia das polícias estaduais é legítima e deve ser ouvida antes de qualquer votação. Segurança pública se faz com resultado nas ruas, não só com texto constitucional e vitrine eleitoral.

Com informações de CNN Brasil.

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