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Política

Tracking interno do PL crava Flávio com 55% a 45% sobre Lula e QG comemora

Levantamento da campanha de Flávio aponta 10 pontos de vantagem nos votos válidos e rejeição de 53% para Lula. Mas há um alerta que o eleitor precisa conhecer.

Tracking interno do PL crava Flávio com 55% a 45% sobre Lula e QG comemora
Foto: Agência Senado / Attribution (Flávio Bolsonaro)

O QG de Flávio Bolsonaro (PL) abriu a semana em clima de festa. Um tracking interno da campanha aponta o senador com 55% dos votos válidos contra 45% de Lula (PT) no segundo turno, uma distância de 10 pontos a menos de três semanas da votação de 25 de outubro. Os números foram revelados na sexta-feira, 9 de outubro, pela jornalista Beatriz Manfredini, da Jovem Pan, que disse ter tido acesso ao levantamento, e voltaram a ganhar força nesta segunda-feira.

Os números que animam a campanha

Considerando todos os entrevistados, Flávio aparece com 52% e Lula com 44%. Ao excluir brancos, nulos e indecisos, a conta chega ao 55% a 45%. Na pergunta espontânea, aquela em que os nomes não são apresentados ao eleitor, o senador tem 49% e o presidente, 39%. Segundo a campanha, Flávio cresceu 11 pontos nesse indicador desde 29 de setembro.

A rejeição que pesa contra Lula

O dado que mais incomoda o Planalto talvez seja a rejeição. De acordo com o documento interno, Lula teria 53% de rejeição, contra 43% de Flávio. Em relação à medição anterior do mesmo tracking, a rejeição do presidente teria subido três pontos, enquanto a do senador recuou três. É a leitura de um governo que, depois de anos no poder, enfrenta resistência crescente justamente na reta final.

Só 9% ainda podem decidir a eleição

Segundo a pesquisa interna, apenas cerca de 9% do eleitorado ainda estaria em disputa. Desse grupo, 4% disseram que não escolheriam nenhum dos dois, e outros 5% afirmaram que ainda podem mudar de voto. A campanha lê isso como sinal de que a maior parte do eleitorado já tem posição definida, o que dificultaria uma virada de Lula, embora nada impeça mudanças até o dia da votação.

O alerta: é pesquisa interna, não pública

É preciso deixar claro: trata-se de um tracking de campanha, e não de uma pesquisa registrada e divulgada por instituto para o público. Esse tipo de levantamento serve para orientar estratégias e, muitas vezes, não traz metodologia, questionário e contratante abertos como as pesquisas públicas. Os números, portanto, mostram o que a equipe de Flávio vê, e não um resultado consolidado.

Na comparação com dados públicos, a distância é menor, mas o sentido é o mesmo. O Ipespe/Abrapel, em pesquisa feita de 6 a 8 de outubro com 1.500 pessoas e margem de erro de 2,6 pontos, registrou Flávio com 49% e Lula com 44% no total dos entrevistados. Em votos válidos, foram 52,7% a 47,3%, uma diferença de 5,4 pontos. As diferenças entre levantamentos podem vir de metodologia, amostra, período de coleta e forma de abordagem.

O que vem agora

A campanha de Flávio passou a semana destacando as pesquisas favoráveis enquanto costura alianças regionais, com governadores, prefeitos e lideranças anunciando posição para o segundo turno. Lula, por sua vez, tenta ampliar apoio entre eleitores de outras candidaturas. Os pequenos grupos de indecisos e de quem pensa em branco ou nulo viraram o alvo estratégico das duas equipes. Novas pesquisas de diferentes institutos serão divulgadas até lá e mostrarão se a distância do tracking aparece também em outras amostras. A palavra final será das urnas, em 25 de outubro.

Análise do Giro

Pesquisa interna não é sentença, e o próprio material exige cautela. Mas o conjunto dos dados, com a vantagem de Flávio no tracking, os 5,4 pontos em votos válidos no Ipespe e a rejeição de 53% atribuída a Lula, indica um presidente que chega ao segundo turno com dificuldade para convencer quem ainda pode mudar de lado. Para o eleitor que defende liberdade, menos impostos e respeito à família, o recado é claro: a mobilização até o dia 25 vale mais do que qualquer número.

Com informações de QPO Geral.

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