O mapa do segundo turno no Rio de Janeiro começou a ser desenhado. Nesta sexta-feira, 9, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) se reuniu com o governador eleito do estado, Douglas Ruas (PL), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense. O objetivo foi estruturar a campanha presidencial no estado.
Aliança selada no terceiro maior colégio eleitoral
Segundo a Revista Oeste, a reunião selou a aliança operacional do PL no terceiro maior colégio eleitoral do país. A estratégia de Flávio é clara: usar a estrutura política de Ruas para impulsionar a votação da oposição em território fluminense.
O encontro veio no dia seguinte ao encerramento da disputa estadual no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a vitória de Ruas confirmada já no primeiro turno, o aliado ganhou o que mais falta a um candidato em campanha: tempo. Ele fica liberado para se dedicar à corrida presidencial.
Rua, interior e prefeitos
Os dois definiram ações de rua e agendas com prefeitos do interior do estado. A equipe de Flávio também planeja eventos conjuntos com o novo governador nos maiores municípios do Rio nas próximas semanas.
A aposta é que o apoio direto do futuro chefe do Executivo estadual ajude a ampliar a margem de Flávio sobre o candidato governista no Sudeste. Na prática, o PL quer transformar uma vitória estadual em combustível para a disputa nacional.
Falta o carimbo final
Ainda há uma etapa burocrática. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) realiza a recontagem oficial dos votos neste sábado, 10. De acordo com a Oeste, a formalização do resultado garante o palanque definitivo de Flávio na capital e no interior.
O próximo passo é ver a aliança sair do papel. Se os eventos conjuntos acontecerem como planejado, as próximas semanas devem trazer Flávio e Ruas lado a lado nos grandes municípios fluminenses, numa corrida contra o relógio até o segundo turno.
Análise do Giro
Governador eleito sem precisar de segundo turno, Ruas chega ao palanque com autoridade e estrutura, e isso pesa numa eleição apertada. Cabe ao eleitor fluminense dizer, nas urnas, se a aliança entre Flávio e o novo governador se converte em votos, mas o PL entra na reta final com uma vantagem política que a campanha adversária não tem no estado.
Com informações de Revista Oeste.



