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Política

Vorcaro diz guardar provas contra Padilha, mas PGR e PF barram anexo da delação

Banqueiro do Master afirma ter conversas, e-mails e comprovantes que não entregou. PGR e PF rejeitaram o anexo sobre propina em fundos de pensão por falta de provas.

Vorcaro diz guardar provas contra Padilha, mas PGR e PF barram anexo da delação
Foto: Márcio Gustavo Vasconcelos / CC0 (Daniel Vorcaro)

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, diz ter guardado na manga provas que não anexou à sua delação premiada. O anexo, que acusa o ministro Alexandre Padilha de liderar um grupo que cobrava propina para liberar recursos de fundos de pensão, foi rejeitado pela PGR e descartado pela Polícia Federal por falta de provas suficientes.

O anexo que mira o Planalto

O documento tem título longo e direto: “Captação de recursos de investidores institucionais, tais como fundos de pensão, mediante pagamento de propina para o grupo liderado pelo ministro Alexandre Padilha”.

Segundo o anexo, Padilha, então ministro das Relações Institucionais da Presidência, teria atuado para liberar recursos do Master controlados por indicados petistas. As acusações cobrem o período de 2024 a 2025.

Vale reforçar: são acusações feitas por Vorcaro em um documento rejeitado. Nenhuma foi comprovada. O material de origem não traz manifestação de Padilha sobre o anexo.

A lista das provas que ficaram de fora

É aqui que a história esquenta. Vorcaro afirma possuir documentação adicional que não apresentou no anexo inicial. Pela lista dele, são:

  • conversas de WhatsApp;
  • registros de entrada no Palácio do Planalto;
  • e-mails;
  • atas de comitês na Postalis, na Petros e no BB;
  • comprovantes de pagamento;
  • relatórios sobre o uso de aeronaves pelos integrantes do suposto esquema.

Ou seja, o banqueiro sustenta que há papel, registro e rastro. Resta saber se isso existe e se será entregue.

Mensagens no celular e a porta fechada

Há um detalhe que complica a vida de quem quer encerrar o assunto. As informações de Vorcaro encontram corroboração em mensagens localizadas pela PF no celular do dono do Master. Essas mensagens apareceram em investigações independentes da corporação.

Mesmo assim, PGR e PF concluíram que o material apresentado não bastava para seguir adiante.

E agora?

A rejeição do anexo pela PGR encerra, por enquanto, essa linha de investigação contra Padilha. O caso pode ser reaberto se surgirem novas informações com materialidade comprovada. A pergunta que fica é se Vorcaro vai mesmo entregar o que diz ter, e o que isso pode revelar sobre o caminho do dinheiro dos fundos de pensão.

Análise do Giro

Quando um delator diz ter as provas e não as entrega, e as autoridades rejeitam o material, quem perde é o cidadão, que paga a conta dos fundos de pensão e quer transparência. Acusação sem prova não condena ninguém, e o respeito ao direito de defesa vale para todos. Mas há mensagens que, segundo a fonte, corroboram parte do relato, e isso pede investigação séria e sem pressa em arquivar. Se existe documentação, ela precisa vir à tona. Se não existe, a acusação também precisa ser desmentida às claras.

Com informações de Topic News.

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