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Política

Deputado denuncia PT por usar Ufes e Ifes em campanha contra Flávio e vai à Justiça

Lucas Polese mostra cartazes feitos em sala de universidade federal e acusa campanha para bancar passagem de eleitor de Lula. O caso já foi parar na Justiça Eleitoral.

Deputado denuncia PT por usar Ufes e Ifes em campanha contra Flávio e vai à Justiça
Foto: A Gazeta / CC0 (Lucas Polese)

Um vídeo gravado dentro de instituições federais de ensino acendeu o alerta no segundo turno. Neste sábado, 10, o deputado estadual Lucas Polese (PL-ES) denunciou o suposto uso de espaços da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) para atividades eleitorais do PT. Ele também levou à Justiça Eleitoral uma suposta campanha para bancar o transporte de eleitores de Lula.

Cartazes contra Flávio numa sala da Ufes

No vídeo divulgado nas redes sociais, Polese acusa militantes do partido de usar as instalações para produzir material de campanha e mobilizar estudantes. As imagens mostram pessoas confeccionando cartazes contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) em uma sala identificada como a de cartografia da Ufes.

Não parou aí. O deputado exibiu ainda uma reunião no campus do Ifes em Linhares. Nas imagens, uma mulher diz aos estudantes que Flávio não gosta das escolas federais.

Ato contra Flávio com concentração em teatro da universidade

Polese também mostrou publicações do PT de Vitória que convocavam apoiadores de Lula para uma manifestação contra Flávio. A concentração estava marcada no Teatro Universitário da Ufes, no campus de Goiabeiras. Em uma das postagens, o partido pedia a reeleição do presidente.

"Adote um estudante universitário": o ponto que foi parar na Justiça

A denúncia mais pesada envolve uma campanha chamada "Adote um estudante universitário". Segundo o deputado, a iniciativa buscava conectar eleitores de Lula sem recursos para viajar até seus locais de votação a pessoas dispostas a custear o transporte.

"A gente descobriu até uma campanha de arrecadação pra custear passagem pra eleitor do PT votar", afirmou Polese.

O parlamentar classificou a ação como corrupção eleitoral e acionou a Justiça Eleitoral. No vídeo, mostrou um documento do Ministério Público Eleitoral sobre uma petição criminal apresentada na 1ª Zona Eleitoral de Vitória.

O que diz a lei

O Código Eleitoral prevê pena de até quatro anos de prisão para quem oferece ou promete dinheiro ou outra vantagem com a finalidade de obter votos. A Lei nº 6.091/1974 impõe restrições ao transporte de eleitores e prevê punições para o fornecimento irregular com finalidade eleitoral. A caracterização dos crimes, porém, depende das circunstâncias em que os benefícios são oferecidos.

O que vem agora

Trata-se, por ora, de denúncia de um parlamentar da oposição, e o material divulgado não traz resposta de Ufes, Ifes ou PT. O próximo passo está com a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral, que vão analisar a petição apresentada em Vitória e definir se há ou não irregularidade.

Análise do Giro

Espaço público federal é patrimônio do contribuinte, e não de partido ou candidato. Se as imagens mostradas por Polese se confirmarem, o caso levanta uma pergunta incômoda sobre a neutralidade das instituições de ensino em plena disputa de segundo turno. Cabe à Justiça Eleitoral apurar com rigor e dar a todos, governistas e opositores, o mesmo tratamento.

Com informações de Revista Oeste.

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