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Eleições

Atrás nas urnas, Lula recorre a fã-clubes de Taylor Swift e BTS no 2º turno

Com Flávio Bolsonaro na frente, a campanha petista aciona fandoms de astros internacionais para tentar virar o jogo entre os jovens antes de 25 de outubro.

Atrás nas urnas, Lula recorre a fã-clubes de Taylor Swift e BTS no 2º turno
Foto: Ricardo Stuckert/PR / CC BY 2.0 (Luiz Inácio Lula da Silva)

Atrás de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, a campanha de Lula foi buscar reforço onde menos se esperava: nos fã-clubes de astros internacionais. Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, dezenas de perfis de fandoms colocaram suas redes sociais à disposição do candidato petista para tentar mobilizar indecisos.

O placar que acendeu o alerta

Os números ajudam a entender a pressa. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos. Lula ficou com 45,16%. A diferença é de apenas 1,87 ponto percentual, mas quem lidera é o candidato da oposição, e é Lula quem precisa correr atrás.

Além disso, mais de 6 milhões de brasileiros votaram em branco ou anularam o voto. Outros 33 milhões não compareceram às urnas. É esse eleitorado que a campanha petista quer alcançar, e o caminho escolhido foi o das redes sociais, com foco no público jovem.

De Beyoncé a Anitta, mensagens padronizadas

Segundo o material, perfis de fã-clubes, de Beyoncé a Anitta, publicaram no X mensagens padronizadas oferecendo suas plataformas à campanha. O objetivo declarado era esclarecer eleitores indecisos e incentivar quem se absteve no primeiro turno a votar.

Também houve uma cerimônia no Palácio do Planalto, que reuniu representantes de fandoms de nomes como Taylor Swift, BTS, BLACKPINK, Ariana Grande, Lady Gaga, Harry Styles, Justin Bieber, Katy Perry e Olivia Rodrigo.

“Não por fanatismo político”

Os grupos tentaram se afastar do rótulo de militância partidária. Em comunicado coletivo, os fã-clubes afirmaram:

“Nós, de fandoms de diversos artistas, nos unimos pelo segundo turno. Não por fanatismo político, mas pela democracia e pelo Brasil em que acreditamos.”

O texto padronizado, publicado em vários perfis ao mesmo tempo, mostra uma ação coordenada. Resta saber se ela convence o eleitor ou se soa como uma tentativa de última hora de uma campanha pressionada.

E agora?

A eficácia da mobilização em redes de fã-clubes é incerta. Com uma margem tão curta entre os candidatos, qualquer movimento de indecisos pode definir a eleição. O que se verá até 25 de outubro é se curtidas e compartilhamentos de fandoms se traduzem em votos, ou se o eleitor que deu a dianteira a Flávio no primeiro turno já tem a decisão tomada.

Análise do Giro

Quando um governo e sua campanha precisam recorrer a fã-clubes de artistas estrangeiros para falar com os jovens, o recado é de que o discurso tradicional perdeu força. Para o Giro, o eleitor brasileiro costuma decidir olhando para o bolso, a segurança e a família, não para o perfil do fandom favorito. Cabe à campanha de Lula explicar o que oferece além do apelo de redes sociais, enquanto o voto continua sendo a resposta que vale.

Com informações de Topic News.

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