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Política

Casa Civil de Lula ofende bolsonaristas em canal oficial e apaga post, mas o print ficou

Canal da Casa Civil no WhatsApp republicou mensagem com palavrão contra bolsonaristas e a apagou após a repercussão. Em período eleitoral, o caso levanta dúvidas.

Casa Civil de Lula ofende bolsonaristas em canal oficial e apaga post, mas o print ficou
Foto: Ricardo Stuckert/PR / CC BY 2.0 (Luiz Inácio Lula da Silva)

O canal oficial da Casa Civil no WhatsApp, em pleno período eleitoral, republicou uma mensagem com ofensas e palavrão dirigidos a bolsonaristas. A publicação foi apagada na manhã de domingo, logo depois de começar a circular, mas o registro já tinha se espalhado. Na internet, quando o print sai, não tem botão de desfazer.

O que o canal do governo publicou

Segundo o material de origem, o canal reproduziu uma postagem do perfil “danizera”, que defendia a liberdade de expressão política. Até aí, nada fora do comum. O problema veio no comentário que a própria Casa Civil acrescentou à republicação, acompanhado de emojis.

O trecho começa assim: “Eu quero é que PARENTES E CONHECIDOS que são bolsonaristas vão tomar…”. O restante da frase é um palavrão grosseiro, que o Giro não reproduz. A mensagem mira diretamente quem apoia Jair Bolsonaro.

Canal oficial não é grupo de amigos

O episódio chama atenção justamente pelo endereço de onde saiu. Não foi um perfil pessoal nem um militante anônimo. Foi um canal oficial de comunicação pública, mantido com a estrutura do Estado e ligado ao comando do governo Lula.

Desde 4 de julho, canais oficiais de comunicação pública estão sujeitos a restrições temporárias por causa do período eleitoral. A legislação traz regras para servidores e gestores públicos, com o objetivo de preservar a igualdade entre candidatos e impedir o uso da máquina administrativa. Entre os pontos citados estão adequações na divulgação de conteúdos institucionais, restrições à atuação de servidores e gestores e a proibição de benefício a candidaturas específicas.

Apagar resolve?

A publicação foi removida rapidamente após a repercussão. A pergunta que fica é se a retirada encerra o assunto. O material de origem não informa se o canal explicou o ocorrido, quem foi o responsável pela postagem ou se algum órgão já foi acionado.

Também não há, até agora, confirmação de que a Justiça Eleitoral tenha aberto apuração. Resta saber se o caso vai render representação e se haverá consequências administrativas para os responsáveis pelo canal.

O que vem agora

Os próximos passos dependem de a oposição levar o episódio à Justiça Eleitoral e de a Casa Civil dar explicações públicas. Quem acompanha a campanha vai observar se o governo reconhece o erro, atribui a um deslize ou fica em silêncio.

Análise do Giro

Um governo que pede respeito ao eleitor e fala em “ódio” dos adversários tem o dever de dar o exemplo, sobretudo quando fala por um canal oficial pago pelo contribuinte. Apagar a postagem mostra que alguém percebeu o erro, mas não explica como a mensagem chegou ao ar. Cabe à Casa Civil esclarecer quem publicou, por que publicou e que cuidados vai adotar para que a estrutura pública não vire palanque, muito menos com xingamentos a milhões de brasileiros.

Com informações de Topic News.

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