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Eleições

Janones monta plano B no Telegram e 100 mil já entram após ação de Flávio no TSE

Com o canal do WhatsApp sob risco de ser derrubado, o PT abre as portas do Telegram e tenta manter a máquina de mobilização de pé. O TSE ainda vai decidir.

Janones monta plano B no Telegram e 100 mil já entram após ação de Flávio no TSE
Foto: Câmara dos Deputados do Brasil / CC BY 3.0 (André Janones)

O PT não quer ficar sem palanque digital. Depois de Flávio Bolsonaro recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para pedir a suspensão do “Exército do Lula”, o deputado federal André Janones e apoiadores do partido migraram para o Telegram. Até domingo, mais de 100 mil pessoas já tinham se inscrito no novo canal.

Um canal com mais de 3 milhões de participantes

O grupo original no WhatsApp reuniu mais de 3 milhões de participantes durante o segundo turno. É um número de peso para uma estrutura que funciona como ferramenta de mobilização política. Justamente por isso o canal passou a enfrentar risco judicial de ser derrubado.

A estratégia: sair antes de cair

A mudança de plataforma foi uma estratégia preventiva, diante da possibilidade de suspensão do grupo original. Janones orientou os integrantes a manter a mobilização nas redes sociais mesmo com o risco de queda do canal no WhatsApp.

Na prática, o recado é claro: se a Justiça fechar uma porta, a militância já tem outra aberta.

O que Flávio questiona no TSE

A ação de Flávio Bolsonaro questiona a legalidade da organização política por meio do canal. A petição argumenta sobre uma possível violação de normas eleitorais, ao apontar a coordenação de atividades sem transparência adequada nas plataformas digitais.

“Censura”, diz Janones

Janones reagiu com a palavra que a esquerda costuma sacar quando o jogo aperta:

“Vão derrubar o nosso canal. É uma tentativa clara de censura, porque eles dominaram as redes sociais, mas a gente passou deles”, disse o deputado.

O que vem agora

O TSE deve avaliar o pedido de Flávio Bolsonaro nos próximos dias. Enquanto isso, a migração para o Telegram garante a continuidade da mobilização petista, independentemente do que for decidido sobre a plataforma anterior. A dúvida é se a Justiça Eleitoral vai tratar o novo canal do mesmo jeito que o antigo.

Análise do Giro

Chama a atenção que um grupo com mais de 3 milhões de participantes seja chamado de “censurado” antes mesmo de uma decisão do TSE. Questionar a transparência da coordenação política em plataformas digitais é uma discussão legítima em ano eleitoral, e quem pede explicações usa o caminho institucional. Pelo que o próprio Janones diz, o PT já tem plano B para o caso de o canal cair. A pergunta que o eleitor faz é por que tanta pressa em fugir do escrutínio se não há nada a explicar.

Com informações de Topic News.

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