A primeira pesquisa de segundo turno do Quaest entre o senador Flávio Bolsonaro e Lula será divulgada na próxima quarta-feira. O instituto chega com um crédito raro: o levantamento anterior, feito uma semana antes do primeiro turno de 2026, apontava Flávio com 47% dos votos válidos e Lula com 45%, resultado que, segundo o material de origem, ficou praticamente alinhado à votação real.
Os pesquisadores já estão nas ruas
As entrevistas acontecem entre sábado e terça-feira. Serão 2.154 conversas presenciais, feitas em campo, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo e está registrada na Justiça Eleitoral sob o código BR-08729/2026.
Por que esse número pesa tanto
Na reta final de uma disputa apertada, cada ponto vira munição. Este será o primeiro termômetro do humor do eleitor depois do primeiro turno. Ele vai mostrar se houve migração de votos entre os dois principais candidatos e se alguém ganhou ou perdeu terreno desde a última medição.
O ponto de partida é conhecido. Na pesquisa anterior, Flávio aparecia à frente de Lula por dois pontos, a mesma largura da margem de erro prevista para este novo levantamento. Lula, portanto, entra na nova rodada com a obrigação de reagir. Flávio entra com a tarefa de manter o que a pesquisa anterior já indicava.
O que observar na quarta-feira
Mais do que o placar, vale acompanhar a tendência. Será que a vantagem registrada antes do primeiro turno se manteve, encolheu ou cresceu? A resposta deve influenciar o tom das campanhas, a disputa por apoios e a narrativa dos dois lados nos últimos dias antes das urnas.
O resultado só será conhecido na quarta-feira. Até lá, os dois lados seguem na rua, e o Quaest também, com o prancheta na mão e a credibilidade em jogo.
Análise do Giro
Os números do Quaest antes do primeiro turno mostravam Flávio Bolsonaro na frente, e a nova pesquisa dirá se o eleitor manteve essa preferência diante de uma campanha petista que tem apostado em ataques e na pressão sobre a Justiça Eleitoral. Para quem defende liberdade, menos impostos e mudança de rumo, o dado a observar é se a vontade de trocar o governo se consolidou depois do primeiro turno. Pesquisa não é urna, mas indica para onde o vento sopra.
Com informações de Topic News.



