A campanha de Flávio Bolsonaro divulgou uma nota dura contra o TSE e acusou a Corte de complacência com a disseminação de fake news favoráveis a Lula na reta final do segundo turno. O alvo é um canal que, segundo o documento, continuou operando mesmo depois de ter sido derrubado pela Presidência do tribunal.
Canal derrubado, mas ainda ativo?
O ponto mais explosivo da nota é este: o espaço apontado como disseminador de conteúdo falso teria seguido funcionando depois da queda determinada pela Presidência do TSE. E não era só isso. De acordo com a campanha, o canal também orientava seguidores a burlar os controles da Justiça Eleitoral e das plataformas.
Ou seja, na leitura da campanha de Flávio, não se tratava apenas de espalhar desinformação. Havia, segundo a nota, um roteiro para escapar da fiscalização.
Quem fiscaliza o quê?
O texto faz questão de separar as funções dentro do tribunal. Segundo a nota, cabe ao Presidente do TSE fiscalizar o cumprimento dos planos de conformidade firmados com as empresas de tecnologia. Ao Corregedor compete analisar abuso de poder.
Daí vem a cobrança central. A campanha questiona por que esses descumprimentos não foram mencionados na ação sobre fake news pró-Lula. A pergunta fica no ar e joga a dúvida sobre os critérios usados pela Justiça Eleitoral.
"Atropelo" nas regras
A campanha bolsonarista afirma que decisões judiciais beneficiam sistematicamente a campanha de Lula. Segundo a nota, isso configura um "atropelo" nas normas eleitorais e nos acordos de conformidade digital entre órgãos públicos e redes sociais.
Ao mesmo tempo, o documento tenta se blindar de acusações de revanche. Está na nota:
"O único objetivo da campanha é o cumprimento da lei e o combate às fake news. Que esse seja o objetivo de todos."
O que vem agora
A disputa sobre desinformação e responsabilidade das plataformas deve continuar em pauta até o segundo turno. O TSE ainda deverá se pronunciar sobre as acusações de parcialidade levantadas pela campanha de Flávio, enquanto cresce o debate sobre limites e competências na regulação eleitoral digital.
Análise do Giro
A cobrança da campanha de Flávio toca num princípio básico: a lei eleitoral vale para todos os lados, e a Justiça precisa ser, e parecer, igual para todos. Se um canal derrubado continua ativo e a omissão não é explicada, a confiança no árbitro enfraquece justamente quando o eleitor mais precisa dela. Cabe ao TSE responder com transparência, e não com silêncio, às perguntas feitas na nota.
Com informações de Topic News.



