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Política

Tarcísio dispara contra ato pró-Lula na Paulista: “Falta de civilidade”

Governador de SP crava que “quem precisa quebrar para ter razão já perdeu o argumento” e compara o ato de domingo às manifestações pacíficas da direita.

Tarcísio dispara contra ato pró-Lula na Paulista: “Falta de civilidade”
Foto: Ciete Silvério/Governo do Estado de SP / CC BY 2.0 (Tarcísio de Freitas)

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), subiu o tom contra o ato de apoiadores de Lula (PT) na Avenida Paulista. Em declaração publicada nesta segunda-feira, 12, nas redes sociais, ele classificou o que aconteceu no domingo, 11, como “vandalismo e falta de civilidade”. A mensagem chega a poucos dias do 2º turno e joga mais lenha numa semana já tensa.

“Vandalismo não é ferramenta; é armadilha”

Tarcísio citou depredações e pichações e foi direto ao ponto. “Quem precisa quebrar para ter razão já perdeu o argumento”, afirmou. Para o governador, destruir patrimônio não demonstra força política. “Patrimônio destruído não prova convicção. É prova de falta de civilidade”, disse.

O recado tem um contraponto explícito. Ele comparou o episódio às manifestações da direita na Paulista, que, segundo ele, sempre foram realizadas de forma pacífica.

“Mea culpa? Claro que não”

O governador também cutucou os responsáveis pelos atos. “A gente pode esperar deles alguma mea culpa? Claro que não”, questionou. Na sequência, fez referência aos casos de corrupção registrados durante os governos do PT e criticou a falta de reconhecimento de responsabilidade por parte do partido.

Tarcísio ainda apontou o que considera uma contradição gritante. De um lado, o discurso de defesa da democracia. De outro, a intolerância contra quem pensa diferente. Segundo ele, quem acusa adversários de fascismo nem sempre sabe o que o termo significa.

A Paulista que o governador defende

No fecho, Tarcísio deixou claro o tipo de manifestação que prefere: a que reúne famílias, idosos e crianças, além de pessoas que trabalham e produzem. É um contraste calculado com as cenas que, na avaliação dele, marcaram o ato pró-Lula.

O que vem pela frente

A fala de Tarcísio reforça a pressão sobre a campanha petista para responder pelas depredações e pichações apontadas pelo governador. Com o 2º turno se aproximando, o tema da civilidade nas ruas tende a entrar de vez na disputa, e a resposta do PT e de Lula ao recado ainda é a incógnita desta semana.

Análise do Giro

O ponto de Tarcísio é simples e incômodo: quem defende a democracia não pode tratar o patrimônio público e a convivência pacífica como detalhe. Protesto é direito, mas depredação não é argumento, e o eleitor que trabalha, paga impostos e leva a família à rua costuma notar a diferença. Cabe à campanha petista explicar por que tantas vezes o discurso da tolerância não aparece na prática.

Com informações de Revista Oeste.

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