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Política

Sadi: setores do Judiciário sugerem a Lula Pacheco no STF de olho em Flávio

Segundo a jornalista da GloboNews, o ex-senador do TCU seria indicado ainda este ano, com a eleição e a futura relação de Flávio Bolsonaro com o Supremo no radar.

Sadi: setores do Judiciário sugerem a Lula Pacheco no STF de olho em Flávio
Foto: Senado Federal / Attribution (Rodrigo Pacheco)

Um movimento de bastidor ganhou as manchetes no meio do 2º turno. A jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, afirmou que setores do Judiciário estão sugerindo a Lula que indique o ex-senador Rodrigo Pacheco ao Supremo Tribunal Federal ainda neste ano. O recado, segundo ela, tem um alvo claro: a relação que Flávio Bolsonaro teria com a Corte caso vença a eleição presidencial.

Quem é o nome na mesa

Pacheco preside hoje o Tribunal de Contas da União. É próximo de Davi Alcolumbre, presidente do Congresso, e é um nome que o próprio Alcolumbre preferia para o STF.

Essa preferência já havia aparecido antes. Quando Lula indicou Jorge Messias para a vaga, Alcolumbre queria o ex-senador mineiro. A indicação de Messias acabou barrada pelo Senado meses atrás, um revés raro e pesado para o Palácio do Planalto.

O que está em jogo para Lula e Flávio

Segundo Sadi, a sugestão leva em conta o cenário de uma vitória de Flávio sobre Lula. Em outras palavras: quem ocupar a cadeira no Supremo ficará lá por muito tempo, e a escolha feita agora pesaria nas relações do próximo governo com a Corte.

O Giro não encontrou, no material disponível, qualquer resposta de Lula, do Planalto, de Pacheco ou da campanha de Flávio sobre a sugestão. Também não há confirmação de que o presidente tenha aceitado o nome.

O que vem a seguir

A pergunta que fica é se Lula, depois de ver Messias barrado, vai ceder ao desejo do Senado e do entorno de Alcolumbre ou tentar impor outro caminho. O tempo é curto, e o resultado das urnas pode mexer no tabuleiro antes de qualquer decisão. Quem falar primeiro, o governo ou a campanha adversária, deve incendiar ainda mais o debate sobre o futuro do Supremo.

Análise do Giro

Independentemente do nome, indicar um ministro do STF no calor de uma eleição, com o objetivo declarado de condicionar o próximo presidente, alimenta a desconfiança de quem defende que a Corte deve ser equilibrada e distante da disputa política. A vaga no Supremo não deveria ser peça de xadrez eleitoral, e o eleitor tem o direito de saber que critérios guiam essa escolha.

Com informações de Jornal da Cidade Online.

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