O silêncio que irritou a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) agora tem uma explicação oficial das próprias emissoras. A Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas (Astral) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) afirmam que a propaganda exibida nesta segunda-feira, 12, foi recebida originalmente em perfeitas condições e que o problema de áudio surgiu durante o processamento da mídia.
O recado das emissoras
Em nota, as entidades informaram que a equipe técnica do chamado “grupo único”, formado por emissoras públicas e privadas, identificou a falha e a comunicou prontamente ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na prática, o texto joga luz sobre uma etapa técnica que o eleitor quase nunca vê, mas que decide o que chega à tela da sua casa.
Quem cuida do sinal?
Segundo as associações, o grupo é responsável pela operação compartilhada de recebimento, preparação, geração e distribuição do sinal da propaganda eleitoral gratuita. O modelo reúne profissionais e equipamentos das emissoras participantes e, de acordo com a nota, é utilizado há várias eleições.
Ou seja: foi no meio desse caminho, e não no material entregue pela campanha, que o som se perdeu, segundo as entidades.
O que já estava em andamento
O esclarecimento vem na sequência da decisão do TSE de reconhecer a falha na propaganda de Flávio e de anunciar uma nova exibição do conteúdo. A campanha do candidato já havia encaminhado uma representação à Justiça Eleitoral sobre o problema.
O que pode vir a seguir
Com a falha reconhecida pelo tribunal e agora detalhada pelas emissoras, a atenção se volta para a reexibição do programa e para o andamento da representação da campanha na Justiça Eleitoral. A nota não detalha em que etapa exata do processamento o áudio foi perdido, e essa é uma das perguntas que seguem em aberto numa reta final de eleição em que cada minuto de propaganda conta.
Análise do Giro
O episódio mostra que a reclamação da campanha de Flávio tinha fundamento: o problema existiu, foi reconhecido pelo TSE e agora também pelas emissoras. Num segundo turno apertado, tempo de propaganda é patrimônio do candidato e do eleitor, que tem o direito de ouvir o que cada lado propõe. Por isso, convém que o processo seja explicado em detalhes e que a reexibição compense de fato o prejuízo causado ao eleitor.
Com informações de Revista Oeste.



