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Política

Bia Kicis crava no Senado: impeachment de ministros do STF e anistia ao 8 de janeiro

Senadora eleita pelo DF promete "colocar ordem na casa", defende anistia e diz que dará sustentação no Congresso a um eventual governo de Flávio Bolsonaro.

Bia Kicis crava no Senado: impeachment de ministros do STF e anistia ao 8 de janeiro
Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / CC BY 2.0 (Bia Kicis)

Antes mesmo de tomar posse, a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) já avisou a que veio. Nesta segunda-feira, 12, durante as celebrações de Nossa Senhora Aparecida em Brasília, a parlamentar disse que vai defender no Senado o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Ela também prometeu dar sustentação no Congresso a um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno contra Lula.

“Colocar ordem na casa”

A declaração foi dada à Revista Oeste, na Esplanada dos Ministérios, em meio à programação religiosa. O recado foi direto. “Vai ser um mandato forte, porque nós temos propósito e missão”, afirmou Bia. Segundo ela, a missão é “resgatar o Parlamento” e “trazer a pacificação para o país”.

E como isso se faz, na visão da senadora eleita? “Isso só vai ser possível a gente colocando ordem na casa: impeachment de ministro do STF, anistia dos presos políticos e também muitas pautas para a economia poder fluir”, declarou.

A fala coloca na mesa, ainda em plena campanha do segundo turno, uma agenda que promete esquentar o Senado a partir de 2027. Não são temas de bastidor: são bandeiras anunciadas em público por quem acaba de receber o voto de centenas de milhares de brasilienses.

Aposta em Flávio e Congresso alinhado

Bia também demonstrou confiança na vitória de Flávio Bolsonaro. “Dar sustentação ao governo novo que virá do Flávio”, disse. E completou: “Ele vai ter no Congresso a sustentação do governo dele.”

O recado ao eleitor é claro: se a direita chegar ao Planalto, a senadora diz que estará pronta para trabalhar por ele no Legislativo.

Os números das urnas

Bia Kicis foi eleita em 4 de outubro para uma das duas vagas do Distrito Federal no Senado. Recebeu 886,6 mil votos, o equivalente a 27,44% dos votos válidos. A outra cadeira ficou com Michelle Bolsonaro (PL), que somou 938,5 mil votos. Ou seja, o DF escolheu duas senadoras do PL.

Bia disse que pretende atuar ao lado de Michelle em pautas sociais. “A bancada do Distrito Federal é uma bancada voltada para o cuidado, para as mães, para as crianças, para os idosos, para os raros”, declarou. “Vocês podem esperar um trabalho com muito amor, mas com muita garra.”

Mandato consagrado à fé

A parlamentar também fez questão de destacar sua fé católica. “Ontem eu consagrei o meu mandato do Senado a Nossa Senhora e a Jesus Cristo numa missa”, afirmou. “Vir aqui é muito forte, porque eu sou católica, sou uma parlamentar católica, fundadora da bancada cristã e pretendo fortalecer a frente parlamentar católica no Senado.”

A programação na Esplanada incluía missa solene, procissão luminosa e apresentação de Frei Gilson. Bia classificou o momento como “muito emocionante” e elogiou o religioso, “que tem feito tanto pelo catolicismo do Brasil”.

O que vem pela frente

O resultado do segundo turno vai dizer qual será o cenário em que essa agenda chegará ao Senado. Até lá, a senadora eleita já marcou posição: impeachment de ministros do STF e anistia estão no seu radar para o mandato que começa em 2027.

Análise do Giro

Bia Kicis fala por uma parcela expressiva do eleitorado do DF, que lhe deu quase 887 mil votos, e deixa claro desde já o que pretende defender, o que é transparência com quem a elegeu. Independentemente da opinião sobre cada pauta, o debate sobre os limites e o equilíbrio entre os Poderes é legítimo numa democracia, e caberá ao Senado, com o voto dos seus integrantes, decidir até onde essa agenda avança.

Com informações de Revista Oeste.

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